Proust e Boltanski
Bibliographic Data
| ID | 21812918 |
|---|---|
| Authors | Biagio D''Angelo (0000-0001-9333-4461, Universidade de Brasília, corresponding author) |
| Year | 2020 |
| Volume | 15 |
| Issue | 2 |
| Pages | 540-550 |
| Publication date | 2020-03-10 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | OuvirOUver (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1809-290X • E-ISSN: 1983-1005 |
| Publisher | PPUFU - Portal de Periódicos da Universidade Federal de Uberlândia (PUBLISHER) |
| DOI | 10.14393/ouv-v15n2a2019-48977 |
| OpenAlex | W3011233214 |
| Language | EN |
Com frequência Christian Boltanski cita Marcel Proust em suas entrevistas. E, como o próprio Proust, também Boltanski está à procura obsessiva de respostas sobre questões fundamentais da índole humana: como e por que descrever a morte? Ela pode ser aceita fora do parâmetro artístico? O que implica o distanciamento de coisas e seres queridos? Que mudança acontece na frente da ausência? Por que, para restituir vida (se assim pode-se dizer) é necessário um trabalho sobre a memória? A memória permite reconstituir o objeto de amor ou é uma ilusão estética? Porém, enquanto Proust tenta resolver a obsessão pela memória numa fulguração epifânica em que se reúne e se condensa todo o tempo perdido, em Boltanski manifesta-se a consciência de uma divisão entre o eu e a realidade e, especialmente, a impossibilidade de que um Ideal possa preencher o vazio criado pelo sujeito. Boltanski acredita ainda na função redentora (no sentido psicanalítico) da Arte. Os objetos e a memória a eles ligada reescrevem a “Recherche” proustiana em um arquivo antropológico que tenta lançar luz sobre zonas obscuras do Eu
Art · Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · French Literature and Critical Theory · Memory, Trauma, and Testimony · Philosophy
| Highly cited | No |
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