A Insurreição Estética de Grada Kilomba
Entre a desobediência e a possibilidade de uma aisthesis decolonial
Bibliographic Data
| ID | 21813011 |
|---|---|
| Authors | Luciana Da Costa Dias (0000-0001-5627-5431, Platelet BioGenesis (United States), corresponding author) |
| Year | 2026 |
| Volume | 21 |
| Issue | 1 |
| Pages | 18-46 |
| Publication date | 2026-05-22 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | OuvirOUver (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1809-290X • E-ISSN: 1983-1005 |
| Publisher | PPUFU - Portal de Periódicos da Universidade Federal de Uberlândia (PUBLISHER) |
| DOI | 10.14393/ouv-v21n1a2025-77285 |
| OpenAlex | W7163063571 |
| Language | PT |
A questão da arte vêm se reconfigurando desde meados do século XX, especialmente após as vanguardas e sua ruptura com a lógica da obra de arte como objeto. Mais recentemente, estudos críticos têm evidenciado a indissociabilidade entre modernidade e colonialidade (Mignolo, 2003; 2007, por exemplo), desafiando as bases epistêmicas e estéticas do cânone da história da arte ocidental. Assim sendo, este artigo tem como objetivo investigar de que modo a obra da artista e pesquisadora Grada Kilomba (2019) pode ser compreendida como gesto de insurreição estética e desobediência epistêmica frente ao paradigma moderno-colonial. A análise usa como eixo discursivo o conceito de aisthesis decolonial (Mignolo e Vázquez, 2010; 2013), pensado aqui como um convite à reinvenção sensível dos modos de sentir, conhecer e existir. A metodologia articula análise conceitual com estudo de caso, centrado na exposição Desobediências Poéticas, apresentada em 2019 na Pinacoteca de São Paulo. Busca-se, assim, tensionar as fronteiras entre teoria e prática, entre arte e cura, compreendendo a exposição como ação performativa capaz de visibilizar as feridas coloniais e instaurar novas sensibilidades. Argumenta-se, por fim, que a obra de Kilomba propõe um modo de reexistência estética que desobedece à colonialidade dos saberes e das formas, apontando para a possibilidade de uma aisthesis outra — situada, insurgente e radicalmente viva
Modernity · Indigenous Studies in Latin America · Memory, Trauma, and Testimony · Race, Identity, and Education in Brazil
| Highly cited | No |
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