Conhecimento narrativo como alternativa em distopias do século XXI escritas por mulheres
Bibliographic Data
| ID | 21848753 |
|---|---|
| Authors | Melissa De Sá (0000-0002-6678-2805, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, corresponding author) |
| Year | 2022 |
| Volume | 17 |
| Issue | 4 |
| Pages | 1144 |
| Publication date | 2022-12-21 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista X (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1980-0614 • E-ISSN: 1980-0614 |
| Publisher | Universidade Federal do Parana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5380/rvx.v17i4.87003 |
| OpenAlex | W4312061373 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
Em romances como The Telling, de Ursula K. Le Guin, Midnight Robber, de Nalo Hopkinson, e The Year of the Flood, de Margaret Atwood, o conhecimento narrativo, ou seja, aquele sistematizado a partir de histórias populares, cria espaços democráticos que permitem que uma noção não-excludente de humanidade se desenvolva. O conhecimento narrativo se apresenta como contraponto à visão restritiva totalizadora do pensamento científico capitalista e permite que as protagonistas destas obras afirmem a si mesmas, suas culturas e suas comunidades de maneira que uma nova forma de viver seja possível. Longe de serem tratados contra a ciência, essas narrativas distópicas resgatam a importância do diálogo entre as diversas formas de conhecimento para que a humanidade englobe, de fato, todos os humanos e não apenas grupos específicos. A partir das considerações de Jean-François Lyotard, Ailton Krenak e Sandra Harding, este trabalho discute como esses romances questionam a natureza do conhecimento e propõem formas mais plurais de se encarar o mundo. Nessas distopias de violência e miséria, o conhecimento narrativo é aquele que abre espaço para o horizonte utópico e para a esperança de um futuro menos desigual
Art · Humanities · Philosophy · Space Science and Extraterrestrial Life
| Highly cited | No |
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