Hostilização do (O)outro no contexto das eleições presidenciais de 2018
Bibliographic Data
| ID | 21849752 |
|---|---|
| Authors | Janaina Ferreira Coriolano (0000-0002-0852-5763, Pontifícia Universidade Católica de Campinas), Eliane Righi De Andrade (0000-0003-4610-4262, Pontifícia Universidade Católica de Campinas) |
| Year | 2022 |
| Volume | 16 |
| Issue | 3 |
| Pages | 1075-1119 |
| Publication date | 2022-06-17 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Domínios de Lingu gem (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1980-5799 • E-ISSN: 1980-5799 |
| Publisher | PPUFU - Portal de Periódicos da Universidade Federal de Uberlândia (PUBLISHER) |
| DOI | 10.14393/dl51-v16n3a2022-7 |
| OpenAlex | W4288754900 |
| Language | PT |
| References cited | 10 |
Durante o período das eleições presidenciais de 2018 no Brasil observou-se um grande movimento de polarização, principalmente no segundo turno, que se concentrou na oposição entre os grupos que apoiavam os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Nesse sentido, o presente artigo busca abordar de que modo esses grupos polarizados construíram representações a respeito do grupo oposto e estabeleceram sua relação com o (O)outro no espaço discursivo do Twitter, visto que foi um espaço de grande circulação e (re)produção dos discursos polarizados. Apresenta-se como corpus recortes retirados de postagens no Twitter, circuladas no dia 7 a 27 de outubro de 2018. Além disso, a Análise do Discurso, principalmente via estudos do discurso de linha francesa, é tomada como dispositivo teórico-analítico, afim de trabalhar com a materialidade da língua e da imagem desses enunciados. O estudo qualitativo e interdisciplinar busca apoio na perspectiva metodológica da etnografia digital, no modo de conceber e estudar essas comunidades polarizadas que permeiam a rede social. Os grupos “apelidados” de “comunistas” e “bolsominions”, de acordo com representações criadas nesse período, estabeleceram uma relação de hostilidade com esse (O)outro, apresentando dizeres que ofendiam, deslegitimavam e, muitas vezes, retiravam o (O)outro de sua posição de sujeito. A defesa de uma “verdade” absoluta pelos grupos acabou por contribuir para a emergência de uma violência discursiva, com o uso de palavrões e ataques ad hominem. No período das eleições de 2018 o (O)outro foi colocado como um “de fora”, assumindo, muitas vezes, uma posição de “estranho”, “abominável”
Art · Humanities · Linguistics and Education Research · Migration, Racism, and Human Rights · Philosophy · Urban and sociocultural dynamics
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |