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Entre -pólis e -lândia(s)

O conceito de sufixo toponímico e sua presença em topônimos brasileiros nos séculos XIX e XX

Bibliographic Data

ID21849826
AuthorsPatricia Carvalhinhos (0000-0003-2188-9497, Universidade de São Paulo, corresponding author)
Year2025
Volume19
Pagese019073
Publication date2025-12-22
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueDomínios de Lingu gem (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1980-5799 • E-ISSN: 1980-5799
PublisherPPUFU - Portal de Periódicos da Universidade Federal de Uberlândia (PUBLISHER)
DOI10.14393/dlv19a2025-73
OpenAlexW7116753936
LanguagePT

Apesar de boa parte das pesquisas relacionadas a topônimos esbarrarem na formação sufixal, detectamos uma lacuna no que concerne aos sufixos toponímicos – aqueles sufixos usados de modo quase exclusivo para a construção de topônimos. Embora o termo conste em alguma literatura em língua portuguesa, uma busca mais ativa revelou que não há textos específicos sobre o assunto. Há dois tipos básicos de sufixação presentes em nomes geográficos: a primeira relaciona-se aos sufixos normalmente presentes em uma língua. Em topônimos espontâneos, os sufixos mais comuns são os diminutivos, aumentativos, coletivos. A segunda forma de sufixação pode estar presente em formações espontâneas, mas com frequência foi e é usada no Brasil com objetivos explícitos de formar nomes cujo sufixo expressa a ideia “terra de”. Dada a relevância do tema, o trabalho possui três objetivos centrais. O primeiro é definir o conceito sufixo toponímico em língua portuguesa. O segundo é oferecer um sólido levantamento diacrônico sobre a formação dos sufixos que se encaixam nessa conceituação e que são mais frequentes no Brasil contemporâneo, nomeadamente -pólis e -lândia, partículas de uso bastante antigo na formação de topônimos – embora tratemos de outros sufixos com essa função, como -burgo. Esse levantamento diacrônico visitou antigas práticas de nomeação dos espaços pela referência aos grupos étnicos que ocupavam os territórios, em geral expressando relação genitiva. Além disso, refizemos o percurso que converteu palavras plenas nos sufixos -lândia e -pólis. O terceiro objetivo é observar, por meio de um estudo prático, o comportamento desses sufixos toponímicos no Brasil na formação de nomes de municípios. Para tanto, coletamos um conjunto de topônimos brasileiros que apresentam sufixos toponímicos, aplicados a aglomerados humanos, a partir de nomenclatura geográfica disponibilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Observamos, em proposições de novos nomes para municípios e distritos, o aumento progressivo do uso de sufixos toponímicos de relação genitiva, incorporando o sentido de “terra / cidade de”, após a segunda metade do século XIX. Os resultados comprovam a função de sufixos toponímicos como topoformantes, bem como permitem estabelecer -pólis como topoformante mais antigo em uso no Brasil e -lândia o mais frequente, sendo característico do século XX

Syntactic structure · Linguistics and Language Studies · Literature, Culture, and Criticism · Urban Development and Societal Issues

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