Vestindo-se para o sucesso
Bibliographic Data
| ID | 21851809 |
|---|---|
| Authors | Clair Hughes (corresponding author) |
| Year | 2020 |
| Volume | 13 |
| Issue | 28 |
| Pages | 188-202 |
| Publication date | 2020-04-09 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | dObra[s] – revista da Associação Brasileira de Estudos de Pesquisas em Moda (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1982-0313 • E-ISSN: 2358-0003 |
| Publisher | Dobras (PUBLISHER) |
| DOI | 10.26563/dobras.v13i28.1066 |
| OpenAlex | W3015557432 |
| Language | EN |
| References cited | 1 |
Há um relato oitocentista sobre a rainha francesa Maria Antonieta, no começo de um baile da corte, usando “um vestido azul repleto de safiras e diamantes. Ela era jovem, bela e adorada por todos – ainda assim, já estava próxima do abismo” (MENDEHLSOHN, 2006)2 . Essa passagem foi citada na crítica de Daniel Mendehlsohn sobre o filme Marie Antoinette, de Sofia Coppola, para destacar o que ele acreditava ser o ponto fraco do longa: Coppola, ele diz, “oferece o vestido, mas não o abismo” (MENDEHLSOHN, 2006, p. 22). Aquela descrição verbal da aparência da rainha era, resumidamente, mais reveladora, mais dramática do que as imagens deslumbrantes do filme. O contraste feito por Mendehlsohn em seu relato levanta o questionamento de porque algo tão visual quanto o vestir deveria ser considerado no contexto da literatura. O que as palavras fazem pelo vestir? Para o crítico, era a sugestão das palavras – a implicação de haver profundezas abaixo da superfície – que concedia o drama. Vestir-se, para Roland Barthes (2009), é a matéria poética ideal: tocando o corpo, revela-se o eu, mas também se interage com o social – conformando-se, rejeitando, enganando ou seduzindo.[...]
Art · Humanities · Physics · Literature, Culture, and Criticism · Philosophy
| Highly cited | No |
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