Tornar-se mulher
Uma análise da personagem Bella Baxter de Pobres Criaturas a partir do pensamento de Simone de Beauvoir
Bibliographic Data
| ID | 21852292 |
|---|---|
| Authors | Carolaine Susane da Silva (0009-0006-9577-6240, Universidade Estadual de Londrina, corresponding author) |
| Year | 2026 |
| Volume | 20 |
| Pages | 1-25 |
| Publication date | 2026-05-21 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Domínios da Imagem (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1982-2766 • E-ISSN: 2237-9126 |
| Publisher | Universidade Estadual de Londrina (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5433/2237-9126.2026.v20.52910 |
| OpenAlex | W7162458408 |
| Language | EN |
| References cited | 5 |
O objetivo deste estudo consiste em analisar a relação entre a personagem Bella Baxter, do filme Poor Things de Yorgos Lanthimos (2023), e a ontologia do corpo feminino de Simone de Beauvoir. O problema que orienta a análise questiona: de que maneira o corpo feminino interfere na construção de identidade e autonomia da mulher? Segundo Beauvoir, o corpo não representa uma essência natural, mas um campo de construção histórica e cultural, marcado por valores sociais que reduzem a mulher à condição de objeto e de “Outro”, em oposição ao homem, definido como Sujeito e Absoluto. Nesse sentido, a narrativa de Bella dramatiza a tensão entre a imanência, vivida na passividade e dependência, e a busca pela transcendência, caracterizada pela ação, pela liberdade e pela construção de projetos próprios. Ao longo da trama, Bella se desloca de um estado inicial de submissão, no qual sua existência é controlada por figuras masculinas, para um processo de autodeterminação, no qual reivindica sua autonomia e a apropriação de seu corpo. Essa passagem reflete a crítica de Beauvoir às estruturas patriarcais que associam a mulher exclusivamente ao corpo e à imanência, ao mesmo tempo em que evidencia a possibilidade de superação pela afirmação da transcendência
BELLA · Corporeality, Perception, and Education · Diverse academic research themes · Simone de Beauvoir and Sartre
| Highly cited | No |
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