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Maternidade entre culturas em As alegrias da Maternidade, de Buchi Emecheta

Bibliographic Data

ID21853010
AuthorsTiago Barbosa Da Silva (0000-0003-0615-9357, Universidade Federal da Bahia, corresponding author)
Year2023
Pages179-191
Publication date2023-12-30
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Fórum Identidades (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1982-3916 • E-ISSN: 1982-3916
PublisherInterdisciplinar - Revista de Estudos em Lingua e Literatura (PUBLISHER)
DOI10.47250/forident.v38n1.p179-191
OpenAlexW4392820807
LanguageEN

Em Feminism with a small f (1988), Buchi Emecheta aponta para um fenômeno interessante: o trânsito, o movimento entre/através de culturas. De uma pequena comunidade rural Ibo para uma Lagos Iorubá, fortemente modelada por valores coloniais britânicos, a protagonista do romance As Alegrias da Maternidade, Nnu-Egu tem roubada de si a rede de apoio, construída na e através da estruturação poligâmica de sua cultura original. Como resultado desse deslocamento, a personagem é reposicionada numa rede simbólica capitalista, machista e individualista, que a impede de existir de forma confortável no mundo. Seu deslocamento culmina, assim, em sua transformação, de anafêmea, no primeiro contexto, cujo corpo é regido por normas culturais pré-coloniais, como define Oyèrónké Oyéwùmí (1997), em mulher, cujo corpo é atravessado pela lógica colonial capitalista. Seu movimento afeta, sobretudo, sua maternidade, vivida enquanto condição indispensável à existência

Humanities · Literature, Culture, and Criticism · Philosophy

Highly citedNo

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