Atenção Básica E Tratamento Precoce Contra a Covid-19 No Brasil
Desorganização Do Sus, Entre O Charlatanismo E Negacionismo Engajado E as Evidências Científicas E Boas Práticas Terapêuticas
Bibliographic Data
| ID | 21855704 |
|---|---|
| Authors | Clovis Ricardo Montenegro De Lima (0000-0002-6337-3918, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia), Danielle Ribeiro De Moraes (0000-0002-5600-5412, Fundação Oswaldo Cruz) |
| Year | 2024 |
| Volume | 15 |
| Issue | 4 |
| Pages | 95-112 |
| Publication date | 2024-08-19 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Tempus Actas de Saúde Coletiva (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1982-8829 • E-ISSN: 1982-8829 |
| Publisher | Nucleo de Estudos em Saude Publica (PUBLISHER) |
| DOI | 10.18569/tempus.v15i4.2890 |
| OpenAlex | W4406751658 |
| Language | PT |
Neste artigo, discute-se o uso do denominado “tratamento precoce” contra a COVID-19 durante o primeiro ano da pandemia no Brasil. Esse procedimento é analisado no contexto da crise da atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS). É nele que emerge o charlatanismo engajado, que ignora e despreza as evidências científicas e as boas práticas terapêuticas. A discussão se inicia com o destaque da desorganização deliberada da atenção básica do SUS feita pelo governo federal de Jair Bolsonaro. É durante esse processo que a pandemia chega. Entre os efeitos da ação bolsonarista está a desmobilização das equipes de saúde da família. Assim, a orientação do Ministério da Saúde foca apenas o isolamento social e a terapia dos casos graves em hospitais e nas unidades de terapia intensiva. Na evolução da pandemia, cria-se um conflito artificial entre proteção da saúde e retomada da produção. À medida que a pandemia avança, evidencia-se a lacuna da atenção básica. É nesse espaço que surgem usos de medicamentos “fora da bula”, destacando-se a cloroquina, a azitromicina e a ivermectina. Deve-se mencionar que parcela importante da corporação médica e de suas entidades adere à tese bolsonarista. Finalmente, inclui-se a defesa do “tratamento precoce” por Bolsonaro como parte da sua estratégia de polarização política e mobilização da sua base social em torno de notícias fraudulentas e da negação da ciência. A retórica bolsonarista tem a função específica de desprezar a doença e a necessidade de medidas de prevenção, o que contribui para aumentar a incidência e a letalidade
| Highly cited | No |
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