O poder demiúrgico de linguagens naturais e artificiais em Galatea, de Emily Short
Dados Bibliográficos
| ID | 21856515 |
|---|---|
| Autores | Vinicius Carvalho Pereira (0000-0003-1844-8084, Universidade Federal de Mato Grosso, autor correspondente) |
| Ano | 2020 |
| Volume | 42 |
| Fascículo | 2 |
| Páginas | e52629 |
| Data de publicação | 2020-07-31 |
| Peer Reviewed | Sim |
| Open Access | Sim |
| Tipo | ARTICLE |
| Periódico | Acta Scientiarum Language and Culture (JOURNAL) |
| Identificadores do periódico | ISSN: 1983-4675 • E-ISSN: 1983-4683 |
| Editora | Universidade Estadual de Maringa (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.4025/actascilangcult.v42i2.52629 |
| OpenAlex | W3086350895 |
| Idioma | PT |
| Referências citadas | 1 |
O mito grego de Pigmalião e Galatéia, de que se derivam múltiplos intertextos nas artes plásticas, no teatro, na literatura e no audiovisual, atravessa eras, linguagens e mídias em sua potência de significação. Permeada por temas como o amor entre criador e criatura, o poder demiúrgico da criação artística e a força motriz do desejo, a história do artista que se apaixona pela escultura a ponto de dar-lhe vida é um recorrente motivo na ficção científica e em outros contextos que envolvem arte e tecnologia. Entre outras atualizações do mito, merece destaque a obra eletrônica de ficção interativa Galatea, de Emily Short (2000), como programa computacional em que o leitor/usuário interage com uma interface textual para entabular diálogo com uma personagem que faz as vezes de amada de Pigmalião. Nesse processo, cada novo input digitado pelo leitor/usuário desencadeia inaudita resposta ou ação da interlocutora digital; a estátua vai então progressivamente ganhando vida nessa conversa, à medida que o desejo de ler o texto se torna também desejo de vê-la mover-se, redarguir, colocar-se. Diante desta obra de ficção interativa, gênero da literatura eletrônica ainda pouco estudado pela comunidade acadêmica de Letras no Brasil, o presente trabalho pretende analisar a dimensão demiúrgica que linguagem natural e código de programação assumem quando, imbricados, dão vida, pelo diálogo, à personagem de Galatéia. Para tanto, serão utilizados referenciais teóricos que discutem as relações entre semioses humanas e maquínicas (Hayles, 2005), a ficção interativa como gênero de literatura eletrônica (Montfort, 2005) e o papel de linguagens naturais e artificiais na criação de Golems ou outros autômatos (Nazario & Nascimento, 2004)
Art · Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · Philosophy
| Velocidade de citação | historical |
|---|---|
| Altamente citado | Não |