Conflitos morais e colonialismo em O mandarim, de Eça de Queiroz
Bibliographic Data
| ID | 21856536 |
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| Authors | Silvana Seabra (0000-0003-4391-7815, Universidade Presbiteriana Mackenzie, corresponding author), Silvana Seabra Hooper (Universidade Presbiteriana Mackenzie, corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Volume | 46 |
| Issue | 2 |
| Pages | e69623 |
| Publication date | 2024-08-08 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Acta Scientiarum Language and Culture (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1983-4675 • E-ISSN: 1983-4683 |
| Publisher | Universidade Estadual de Maringa (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.4025/actascilangcult.v46i2.69623 |
| OpenAlex | W4401952057 |
| Language | PT |
O trabalho analisa o conto O mandarim, de Eça de Queiroz, como marcador da ambivalência, ao final do século XIX, entre a ordem mundial do imperialismo e as pautas de uma imaginação ampliada da universalidade humana. Eça de Queiroz parte de antiga questão filosófica, sob o título ‘o dilema do mandarim’, que propõe que a distância no tempo e no espaço é proporcionalmente inversa à indiferença humana pelo sofrimento e pela dor. Partindo dos estudos culturais e da história social, o artigo propõe uma leitura mais detalhada da obra, não apenas como reflexo de um processo econômico e social, mas também como construtora de uma forma de sensibilização através da ficcionalidade. Esse aspecto é também cotejado pelas autoras Lynn Hunt, historiadora, e por Martha Nussbaum, filósofa, ambas com dedicação ao problema dos efeitos emocionais dos romances dos séculos XVIII e XIX para a instituição da moralidade humana naquilo que concerne à noção de igualdade moderna. Sob essa temática é que surgem os conceitos de simpatia ou empatia, que mesmo já consolidados na psicologia social, ainda são frágeis no âmbito dos estudos sociais e literários. Ao trazê-los para a análise de O mandarim, mostramos que o aparentemente singelo trabalho de Eça pode ser problematizado em proporções sociais simbólicas, que deslizam da narrativa colocada em termos individuais para considerações sobre lugares e formações ampliadas, como a relação entre Ocidente e Oriente. Ao mesmo tempo que propõe questões de caráter mais genérico, o texto também coloca em tela a condição identitária de Portugal à época do escrito eciano, sugerindo uma trama mais complexa como pano de fundo da ficção de O mandarim
Art · Biology · Cultural, Media, and Literary Studies · Literature, Culture, and Criticism
| Highly cited | No |
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