Mulheres Negras E Escravidão
Táticas De Resistência Em Belém Do Grão Pará (1800-1850)
Bibliographic Data
| ID | 21857710 |
|---|---|
| Authors | Ana Célia Barbosa Guedes (0000-0003-4212-2252, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará), Alex de Alexandre Raiol (0009-0002-4013-4647, Secretaria Municipal de Educação de São Paulo) |
| Year | 2025 |
| Volume | 18 |
| Issue | 1 |
| Pages | 29-41 |
| Publication date | 2025-07-15 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Mosaico - Revista de História (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1983-7801 • E-ISSN: 1983-7801 |
| Publisher | Pontificia Universidade Catolica de Goias -PUC Goias (PUBLISHER) |
| DOI | 10.18224/mos.v18i1.14582 |
| OpenAlex | W4413219298 |
| Language | PT |
O presente artigo apresenta reflexões acerca da mulher negra escravizada que vivia no Grão-Pará na primeira metade do século XIX. Igualmente suas experiências e estratégias para conseguir a liberdade. Por sua vez, a presença feminina negra nessa província foi atravessada por diferentes marcadores de opressão como de raça, gênero, trabalho e condição jurídica os quais implicam na compreensão de seu cotidiano, da sua luta e resistência a escravidão. Para a elaboração deste artigo, partimos do pressuposto de que o Grão-Pará foi um espaço onde foi possível produzir várias estratégias de resistência, assim como práticas de sociabilidade e redes de solidariedades que possibilitaram algumas mulheres alcançar a liberdade. Desse modo, por meio de levantamento e análise crítica da documentação, especificamente dos avisos do jornal Treze de Maio e de testamentos da primeira metade do oitocentos, é possível dimensionar as estratégias de resistência e as experiências das mulheres negras escravizadas naquela província. Nosso diálogo se faz com autoras, sobretudo do feminismo negro, pelo atravessamento de nossas experiências acadêmicas e dos movimentos social negro, igualmente com autores como E. P. Thompson. Como resultado, apreendemos que as mulheres negras escravizadas, apesar das experiências advindas do tempo que estiveram em cativeiro, buscavam meios de lutar por sua autonomia e resistir a opressão a que eram submetidas. E para que pudessem assumir o protagonismo de suas histórias, mesmo que muitas vezes não tenham usados do enfrentamento direto, criaram e recriaram estratégias de luta em prol das suas liberdades, as quais foram muitas vezes através da fuga, do silenciamento, de acordos, que possibilitaram a conquista da tão esperada liberdade, mesmo que de forma condicionada nas alforrias testamentárias
Art · Humanities · Gender, Sexuality, and Education · History of Colonial Brazil · Race, Identity, and Education in Brazil
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |