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Sobre a Organização Cognitiva Da Variação Fonológica

Bibliographic Data

ID21858196
AuthorsChristina Abreu Gomes (0000-0003-0358-2029, Universidade Federal do Rio de Janeiro), Manuela Aguiar Barroso Oliveira de Moraes (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Year2026
Volume20
Issue2
Pages111-138
Publication date2026-02-27
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenuePROLÍNGUA (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1983-9979 • E-ISSN: 1983-9979
PublisherUniversidade Federal da Paraíba (PUBLISHER • BR)
DOI10.22478/ufpb.1983-9979.2025v20n2.76089
OpenAlexW7160950874
LanguagePT

Nesse artigo, abordamos a questão da organização cognitiva da variação linguística com base nos pressupostos dos Modelos Baseados no Uso a partir de dados de produção controlada das variantes da coda (r) por falantes do português carioca em final de nomes e infinitivos. Parte-se da hipótese de que a representação detalhada das formas fonéticas dos itens com coda (r) em final de palavra contêm todas as possibilidades fonéticas da variedade carioca ([χ, ɣ, h, ɦ] e outras de sua experiência com diferentes variedades do PB), além da ausência da coda, e de que a representação em exemplares está organizada em torno de uma variante dominante. Os dados foram obtidos através da produção controlada de infinitivos e nomes, utilizando a técnica de priming, definido como um fenômeno cognitivo detectado em comportamento linguístico e não linguístico, que diz respeito ao efeito que a exposição prévia a um determinado estímulo (prime) pode gerar na resposta a um estímulo subsequente (alvo). Foram elaborados estímulos a partir de 16 itens lexicais selecionados de cada classe gramatical, inseridos em uma sentença veículo, seguida de uma pergunta para elicitar a produção do item alvo, já produzido no estímulo com uma das duas variantes (prime), presença ou ausência da coda. O experimento foi aplicado a 34 participantes, 20 universitários e 14 não universitários. Não foi observado efeito da variante do estímulo, com coda ou sem coda, na produção dos itens lexicais das duas categorias gramaticais. Os resultados obtidos são indicativos de que a ausência da coda é a variante dominante nos infinitivos, independentemente da escolaridade dos participantes. Já em relação aos estímulos com nomes, houve predomínio da produção da coda somente no grupo dos universitários, o que foi tomado como indicativo de que a variante dominante, neste caso, pode diferir em função de características sociais dos falantes

Coda · English language · Linguistic Variation and Morphology · Phonetics and Phonology Research · Syntax, Semantics, Linguistic Variation

Highly citedNo

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