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A constituição do sujeito na ontologia Yepamahsã (Tukano)

Bibliographic Data

ID21859006
AuthorsMarilina Conceição Oliveira Bessa Serra Pinto (Instituto de Filosofía, corresponding author), MARILINA PINTO (0000-0002-9633-7470)
Year2023
Volume16
Issue32
Pages338-370
Publication date2023-12-31
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueAntíteses (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1984-3356 • E-ISSN: 1984-3356
PublisherUniversidade Estadual de Londrina (PUBLISHER • BR)
DOI10.5433/1984-3356.2023v16n32p338-370
OpenAlexW4395029066
LanguageEN
References cited10

Tomando por base o relato autobiográfico de Barreto (2018), o artigo pretendeu analisar a concepção de sujeitos humanos e não humanos e suas interações no sistema cosmopolítico Yepamahsã (Tukano) do noroeste amazônico. Apoiou-se nos teóricos da “virada ontológica na Antropologia”: Descola, Latour e Viveiros de Castro, cujas interpretações avançaram sobre o problema epistemológico da representação moderna na separação radical entre natureza e cultura. A metodologia baseou-se na simetrização antropológica seguindo o percurso da “reflexividade tucana” empreendida por Barreto (2018) na incursão ao corpus mitológico de seu grupo de origem, os Búbera Põra. Os resultados apontaram que os modos de identificação do ser manifestos na cosmologia Yepamahsã revelam um regime anímico e multinaturalista como condição universal, uma vez que o estatuto do humano é compartilhado como disposição ontológica geral, no qual, as relações entre os entes são guiadas e administradas pelas práticas xamânicas dos kumuã, ao evocar o tempo das origens. No exercício auto descritivo, o autor apontou que na práxis desempenhada pelos especialistas, sobressaem ainda peculiaridades que envolvem os discursos Kehtí Ukunse e Mūropaū Ussétisse como “Artes do Diálogo”, uma vez que esse coletivo define a fala como ato transformador

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Highly citedNo

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