A forma-de-vida no monacato primitivo
Interlocuções com Giorgio Agamben
Datos Bibliográficos
| ID | 21859249 |
|---|---|
| Autores | Castor M M Bartolomé Ruiz (0000-0002-6826-1560, Universidade do Vale do Rio dos Sinos), José Mozart Tanajura Júnior (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública) |
| Año | 2021 |
| Volumen | 13 |
| Número | 2 |
| Fecha de publicación | 2021-10-04 |
| Peer Reviewed | Sí |
| Open Access | Sí |
| Tipo | ARTICLE |
| Revista | Revista Pistis Praxis (JOURNAL) |
| Identificadores de la revista | ISSN: 1984-3755 • E-ISSN: 2175-1838 |
| Editorial | Pontificia Universidade Catolica do Parana - PUCPR (PUBLISHER) |
| DOI | 10.7213/2175-1838.13.002.ao05 |
| OpenAlex | W3207292899 |
| Idioma | PT |
| Referencias citadas | 2 |
O artigo apresenta uma reflexão sobre a forma-de-vida do primeiro monasticismo cristão no contexto problematizador entre regra e vida, regula vitae. A partir das pesquisas desenvolvidas por Giorgio Agamben sobre esta temática, analisa-se de que modo a tensão entre regra-e-vida dos primeiros monacatos cristãos privilegiava a vida como referente constitutivo da regra, e não ao contrário. O artigo analisa como a vida monástica cria sua regra e faz da regra uma forma-de-vida, de tal modo que viver a regra excede qualquer obrigação jurídica, desativando, assim, a força da lei através da vida que vive a regra além das meras obrigações prescritivas da lei. Para atingir a vivência da forma-de-vida do monacato, era necessário internalizar determinados exercícios (askeses). Entre os vários exercícios-askeses, a forma-de-vida monacal desenvolveu o que denominou horologium vitae, através do qual se propunha ao monge vivenciar uma experiência densa e qualificada do tempo com uma atenção sobre o instante que se vive. Este é o denominado tempo kairos que se contrapõe ao mero acontecer cronológico, em que os acontecimentos passam como rotina superficial e vazia. O tempo cronos é um tempo linear e vazio de experiência, enquanto a forma-de-vida monástica se propunha atingir a experiência do kairos de cada instante vivido. Por fim, o artigo correlaciona a problemática da forma-de-vida do monacato cristão primitivo com o contexto das atuais sociedades de controle em que a vida é capturada massivamente por meio de uma infinidade de dispositivos que governamentalizam os comportamentos dos sujeitos. Os modos de resistência aos atuais dispositivos biopolíticos de controle da vida exigem a capacitação de criar formas-de-vida em que o viver não seja separado da forma
Humanities · Brazilian cultural history and politics · Memory, Trauma, and Testimony · Philosophy · Religion and Society in Latin America
| Velocidad de citación | historical |
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| Altamente citado | No |