A crucificação de Jesus no quadro das violências do Mundo Antigo
A inserção da Cruz no seu contexto original
Bibliographic Data
| ID | 21859367 |
|---|---|
| Authors | Clóvis Torquato Júnior (0000-0003-3531-3122, Pontifical Catholic University of Puerto Rico), Vicente Artuso (0000-0003-3036-1774, Pontifícia Universidade Católica do Paraná) |
| Year | 2023 |
| Volume | 15 |
| Issue | 3 |
| Publication date | 2023-12-06 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Pistis Praxis (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1984-3755 • E-ISSN: 2175-1838 |
| Publisher | Pontificia Universidade Catolica do Parana - PUCPR (PUBLISHER) |
| DOI | 10.7213/2175-1838.15.003.ds01 |
| OpenAlex | W4390939516 |
| Language | PT |
Este artigo estuda a crucificação dentro do contexto de violência do Mundo Antigo. Em face da crucificação de Jesus, o personagem que trouxe a imagem da cruz para o Ocidente, lugar em que o cristianismo se difundiu, a principal questão estudada é: “Em qual contexto a crucificação pode ser enquadrada?” Deve ser vista como um ato isolado, no qual Deus sacrificou seu Filho? Ou, pelo contrário, a crucificação foi a principal forma de matar violentamente no Mundo Antigo, eleita pelos romanos como propaganda de terror de Estado e de advertência contra criminosos? Os pontos estudados são: 1) a origem da crucificação; 2) os vocábulos referentes à crucificação; 3) os flagelos como parte da crucificação; 4) o titulus crucis; 5) a crucificação como forma violenta de matar; 6) a crucificação como entretenimento; 7) a crucificação como morte aviltante. Os principais resultados são: a crucificação era uma forma comum de matar no Mundo Antigo, e foi a eleita pelos romanos como advertência aos criminosos; fazia parte do processo de crucificação os flagelos; compunha o quadro da crucificação um título contendo o crime do infrator afixado na cruz ou no condenado; a crucificação tornou-se tão comum que chegou a ser encenada nos teatros antigos; e, por fim, a crucificação era uma morte repugnante e ignominiosa, cujo principal alvo era exterminar os cadáveres e, depois, a exposição do corpo crucificado servia de advertência à população, como propaganda de terror e violência de Estado. A crucificação, ao invés do que se pensa hoje, não tinha o objetivo precípuo de matar, mas de exterminar o cadáver. O crucificado não era retirado da cruz, e seu corpo ficaria ali, pendurado, até apodrecer e despencar da trave, sendo devorado por abutres e animais selvagens, negando-se, assim, ao crucificado, o sepultamento. A crucificação poderia ser de vivos ou de mortos
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |