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Escrevivência, lugar de fala e autoetnografia

A importância das pesquisas antirracistas

Bibliographic Data

ID21860415
AuthorsDandara Rodrigues Dorneles (0000-0003-2761-6983), Flavio Fortunato Cardoso (Universidade Regional de Blumenau), Lilian Blanck De Oliveira (0000-0002-3755-6630, Universidade Regional de Blumenau)
Year2024
Volume25
Pagese0111
Publication date2024-07-18
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenuePerCursos (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1984-7246 • E-ISSN: 1984-7246
PublisherUniversidade do Estado de Santa Catarina (PUBLISHER • BR)
DOI10.5965/19847246252024e0111
OpenAlexW4400827845
LanguagePT
References cited7

Um dos aspectos da colonialidade do saber é subalternizar conhecimentos e sabedorias construindo uma hierarquização do conhecimento. Na tentativa de problematizar e socializar determinados temas em seus termos e conceitos podemos, por vezes, os generalizar e ou universalizar olvidando suas singularidades e origens, tirando de grupos historicamente subalternizados o direito ao lugar de fala e de enunciação. Isso se dá quando nossa abertura para o diverso e o diferente está alicerçada em uma perspectiva multicultural diferencialista e/ou assimilacionista. O objetivo deste ensaio é perceber como, na busca de nos tornarmos pesquisadores/as antirracistas, podemos esvaziar certos sentidos e sensações de termos e/ou conceitos os retirando dos seus contextos de origem, universalizando o específico e fortalecendo o racismo epistêmico. Utilizamos o método qualitativo com ênfase na revisão bibliográfica e buscamos identificar possíveis equívocos no entendimento e utilização de conceitos como: Escrevivência (Evaristo, 2020) e Lugar de fala (Ribeiro, 2019). A problemática na utilização desses conceitos nos encaminha a pesquisas sobre o método autoetnográfico. Situado entre os métodos de pesquisa participantes, a autoetnografia possibilita a aproximação do(a) pesquisador(a) com o sujeito/território de pesquisa auxiliando-o(a) a lidar com seus próprios impulsos, sentimentos e emoções em relação ao objeto/sujeito de pesquisa e sua própria cultura. Uma investigação de perspectiva autoetnográfica se apresenta como um lugar de fala para pesquisadores/as, que, conscientes das exigências do caminhar em áreas de fronteira cultural utilizando as contribuições de pensadores(as) imersos nas temáticas e contextos em estudo; orientação metodológica cultural; autobiográfica na interpretação dos conteúdos acessados, continuam no exercício de letramento racial

Arts and Performance Studies · Brazilian cultural history and politics · Cultural, Media, and Literary Studies · Philosophy

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Highly citedNo

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