O gesto espontâneo e o terapeuta
A linguagem da autenticidade
Bibliographic Data
| ID | 22012613 |
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| Authors | Irene Borges-Duarte (0000-0002-5218-6754, University of Évora, corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Volume | 27 |
| Issue | 1 |
| Pages | 156-165 |
| Publication date | 2025-08-29 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Natureza Humana - Revista Internacional de Filosofia e Psicanálise (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2175-2834 • E-ISSN: 2175-2834 |
| Publisher | DWWeditorial (PUBLISHER) |
| DOI | 10.59539/2175-2834-v27n2-1151 |
| OpenAlex | W4413835952 |
| Language | PT |
Uma das inovações que Winnicott introduz na metodologia clínica é a sua especial valorização e aproveitamento do “gesto espontâneo” infantil no contexto terapêutico. A consideração do gesto, tradicionalmente despreciado na perspectiva da racionalidade e, por isso, tão tardiamente tido em conta pelo pensamento, marca, decerto, uma viragem na definição do ser humano. O esforço de Winnicott, por um lado, e da fenomenologia, por outro, contribuiu de forma fundamental para uma melhor compreensão do longo trajeto vital na sua realização existencial. O presente trabalho procura caracterizar esse esforço e defender que a autenticidade do gesto na espontaneidade do rabisco infantil é necessariamente correlativa da mesma espontaneidade do terapeuta, enquanto abertura acolhedora e não interpretativa, e que ambas na sua correlação configuram o que poderia ser o “ser-aí” humano no sentido mais propriamente heideggeriano
| Highly cited | No |
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