Angústia de Adão na América
Bibliographic Data
| ID | 22012854 |
|---|---|
| Authors | Maria Bernardete Ramos Flores (0000-0002-9438-031X, Universidade Federal de Santa Catarina, corresponding author) |
| Year | 2021 |
| Volume | 23 |
| Issue | 2 |
| Pages | 66-92 |
| Publication date | 2021-05-27 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista de Teoria da História (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2175-5892 • E-ISSN: 2175-5892 |
| Publisher | Universidade Federal de Goias (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5216/rth.v23i2.65405 |
| OpenAlex | W3138215291 |
| Language | PT |
A viagem metafísica de Adán Buenosayres, protagonista da novela de mesmo nome, escrita pelo poeta argentino Leopoldo Marechal, provocou o encontro com Xul Solar e Ismael Nery, o primeiro, argentino e o segundo, brasileiro. A tônica do encontro fundou-se na arte marcada pela estética da angústia, de raiz cristã-adâmica-kierkegaardiana, própria da linguagem dos poetas e pintores que comunicaram o desassossego no mundo contingente, e desejaram transcender o tempo e o espaço, à busca do Paraíso perdido ou da infância da humanidade. A arte metafísica foi a linguagem estética que ajudou o artista agônico a reconectar-se com o infinito e a encontrar a essência da humanidade. O afeto agônico que irrigou a arte de Leopoldo, Xul e Ismael, alçados aqui a signos da angústia na América, é parte da ansiedade cultural que se dá no plano psíquico no quadro da civilização ocidental. Portanto, a arte metafísica de traço agônico, praticada na América, vem da mesma fonte, a fonte bíblica, que irrigou a angústia na metrópole, a Europa
Art · Humanities · Linguistics and Language Studies · Literature, Culture, and Criticism · Memory, Trauma, and Testimony · Philosophy
| Highly cited | No |
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