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A literatura como um agente transformador do tempo presente

Orgia dos loucos (1990), de Ungulani Ba Ka Khosa

Bibliographic Data

ID22013108
AuthorsCamila Knebel Fenner (0000-0002-3757-8733), Demétrio Alves Paz (0000-0002-5305-290X)
Year2023
Volume14
Issue27
Pages16-28
Publication date2023-02-28
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Mulemba (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2176-381X • E-ISSN: 2176-381X
PublisherPrograma de Pos-Graduacao em Letras Vernaculas - PPGLEV (PUBLISHER)
DOI10.35520/mulemba.2022.v14n27a54520
LanguagePT

Este artigo tem por objetivo tratar da relação entre o texto literário e a representação da realidade (mimesis) ao evidenciar memórias resgatadas pelo escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa na obra Orgia dos Loucos (1990). O livro é composto por nove contos, nos quais podemos perceber referências ao período pós-independência de Moçambique. Ao trazer este período como pano de fundo de suas histórias, Ungulani representa não só uma memória individual, visto que vivenciou esta época em seu país, mas também uma memória coletiva que, neste contexto, serviu como uma ferramenta para afirmação identitária em um movimento de resistência à imposição cultural colonial. Sendo assim, analisa-se também o papel da memória na literatura e como, consequentemente, ela acaba sendo um agente transformador do tempo presente. Os estudos de Aimé Césaire (2020), Ana Mafalda Leite (2012), Edward Said (1990), Francisco Noa (2015), Homi Bhabha (2013) e Seligmann-Silva (2003) serviram de base para esta análise

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