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Avanço do conservadorismo e o Programa Escola sem Partido

Bibliographic Data

ID22014876
AuthorsMeire Ellen Moreno (0000-0003-3670-5689, corresponding author)
Year2021
Volume5
Issue1
Pages953-967
Publication date2021-01-17
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueSimpósio Gênero e Polí­ticas Públicas (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2177-8248 • E-ISSN: 2177-8248
PublisherUniversidade Estadual de Londrina (PUBLISHER • BR)
DOI10.5433/sgpp.2018v5.p953
OpenAlexW3122512486
LanguagePT
References cited1

Embora o Estado venha incorporando paulatinamente a perspectiva de gênero nas políticas públicas no Brasil, o crescimento da influência de vozes reacionárias, especialmente nas câmaras legislativas tem sido um desafio para as ações dos movimentos feministas. Desde a campanha eleitoral de 2010, o cenário político brasileiro tem sido marcado pelo avanço do conservadorismo e por uma onda de resistência à difusão e à inclusão dos discursos feministas e da agenda de gênero na formulação de políticas públicas, em especial, as políticas educacionais. Entre os discursos conservadores, destaca-se o fortalecimento do Movimento Escola sem Partido que afirma haver nas escolas uma suposta “doutrinação ideológica” e que passou a ter voz frequente nas discussões sobre as políticas educacionais brasileiras desde 2014, o mesmo ano foi aprovado o Plano Nacional de Educação 2014, sem nenhuma referência aos termos gênero e sexualidade. Neste sentido, o objetivo deste trabalho é apresentar parte dos resultados da nossa pesquisa através da qual investigamos o processo político de formulação do PNE 2014, ou seja, apresentar o “lugar” estratégico das políticas educacionais como campo de disputas no qual os interesses entre feminismos e antifeminismos se colocam, assim como descrever quais foram os principais pontos de avanços e retrocessos na inclusão da agenda de gênero no Plano. Adotamos a perspectiva dos estudos feministas na qual o gênero é entendido como um elemento constitutivo das relações sociais baseado nas diferenças de sexo e que estabelece relações de poder, por estar de acordo com as formas de organização sociocultural nos diferentes contextos históricos e entendemos que nossa discussão pode colaborar para a melhor compreensão dos desafios atuais para as políticas públicas com perspectiva de gênero, especialmente no que diz respeito à participação das mulheres e a inclusão de suas demandas nas políticas públicas educacionais

Humanities · Political science · Gender, Sexuality, and Education · Philosophy · Rural Development and Agriculture · Youth, Politics, and Society

  • O Pensamento Antifeminista

    Open Access•Maria Bernardete Ramos Flores•História Revista•2010

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