Coisas quebradas
Afetividades desviantes
Bibliographic Data
| ID | 22014997 |
|---|---|
| Authors | Ludmila Castanheira, Ludmila de Almeida Castanheira (0000-0001-7480-3090, Centro de Investigação em Artes e Comunicação, corresponding author), Lua Lamberti De Abreu (0000-0002-5479-6097, Universidade Aberta) |
| Year | 2021 |
| Volume | 6 |
| Pages | 1577-1585 |
| Publication date | 2021-01-14 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Simpósio Gênero e Políticas Públicas (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2177-8248 • E-ISSN: 2177-8248 |
| Publisher | Universidade Estadual de Londrina (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5433/sgpp.2020v6.p1577 |
| OpenAlex | W3127262211 |
| Language | EN |
A performance de feminilidade em nós está “quebrada”. Nós somos mulheres: uma cis, lésbica outra trans, com afetividades circunstanciais. Para o olhar normativo, nos falta ou sobra algo. Não correspondemos ao binarismo de gênero. Nós estamos entre. E não há espaço para o que não se deixa catalogar imediatamente. Se as impressões sobre nós não são precisas, nós, automaticamente, somos retiradas da categoria humana. Nos tornamos coisas e, como tal, não merecemos qualquer deferência. As “coisas” devem ser eliminadas do mundo maniqueísta no qual nenhuma dúvida é bem-vinda. Somente por existir, nós ameaçamos os frágeis castelos de areia da normatividade. A partir dessa perspectiva, de existências que perturbam o estabelecido, temos sido mortas, fetichizadas, silenciadas. Não somos casal, nem família. Bando, talvez. Nós nos queremos assim, quebradas, olhando para as feridas uma da outra, e debochando da obviedade da vida circunscrita pela norma
| Highly cited | No |
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