A Concordância Verbal Em Textos Escritos Por Estudantes De Garanhuns-Pe
Uma Análise Sociolinguística
Bibliographic Data
| ID | 22015158 |
|---|---|
| Authors | Ricardo Soares da Silva (0000-0003-1955-0929), Emanuelle Camila Moraes Albuquerque Lima (0000-0003-2166-4538), Adeilson Pinheiro Sedrins (0000-0003-4778-5549) |
| Year | 2024 |
| Volume | 14 |
| Issue | 40 |
| Pages | 1-24 |
| Publication date | 2024-05-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Web Revista SOCIODIALETO (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2178-1486 • E-ISSN: 2178-1486 |
| Publisher | State University of Mato Grosso do Sul (PUBLISHER) |
| DOI | 10.61389/sociodialeto.v14i40.7621 |
| OpenAlex | W4412743844 |
| Language | PT |
| References cited | 2 |
O presente artigo apresenta um estudo sobre a variação de concordância verbal em textos escritos da língua portuguesa em seu uso real de alunos da cidade de Garanhuns-PE no agreste pernambucano. Partindo do pressuposto de que a concordância verbal do português do Brasil é uma regra variável observou-se o comportamento desses informantes em sua variação, em relação a alternância das marcas de plural, e assim, constatou-se o estatuto de uma regra variável de concordância na variedade em estudo, nos limites de uma semi-categórica, consoante Labov (2003). Existe uma variante de prestígio e uma variante desprestigiada em competição entre si, procuramos não só verificar essa variação como também identificar os fatores linguísticos e sociais que estão influenciando e condicionando essa variação na escrita formal. Dentre os fatores linguísticos selecionamos e obtivemos a não marcação da concordância verbal entre os tipos de verbos de ação 53,55% e os verbos de estado 43,75% e posição do verbo em relação ao sujeito 53,12%. Os fatores extralinguísticos analisados foram: o sexo e o nível de escolaridade dos alunos. Nosso estudo está embasado na perspectiva teórico metodológico da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 2008 [1972]), que considera a língua em seu contexto social, fizemos uso também de pesquisas realizadas anteriormente sobre o fenômeno estudado, mas embora alguns estudos, como os de Rodrigues (1997) e Vieira (1994), apontem que a escolarização no nível mais alto é um dos fatores responsáveis por aumentar as chances da variante padrão ser processada, em nossa investigação, isso não foi comprovado. Apesar de reconhecermos que o ensino formal tem surtido efeito no que tange ao ensino de língua portuguesa, na variação em foco, o nível de escolaridade não se mostrou definidor ou influenciador para a utilização da variante padrão. A quantificação dos dados foi feita por meio de tabulação e nos permitiu chegar aos seguintes resultados: há ausência da concordância verbal na linguagem escrita dos informantes em geral de (14,15%) empregados principalmente entre os alunos de escolaridade maior 3o ano do ensino médio, sendo assim, também analisadas turmas de 6o e 9o do ensino fundamental, assim como sexo masculino é o que mais apresenta a forma não padrão.Verificamos os dois fatores linguísticos que também atuam como condicionadores de uma variante. Portanto, foi visto que a escola influencia os discentes a empregarem a língua em sua norma padrão, amenizando o uso de variações tidas como não padrão
Humanities · Linguistics and Education Research · Philosophy · Psychology
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |