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Linguagem, História E Cultura Dos Povos Originários

Recortes De Um Estudo Do Povo Cinta-Larga, Da Comunidade Indígena Rio Seco, Juína / Mt

Bibliographic Data

ID22015183
AuthorsEliane Pinheiro Ferreira Maciel (0000-0002-6830-0507, Universitas Ratu Samban), Maria do Socorro Vieira Coelho (0000-0002-3732-467X, Centro Universitário Monte Serrat)
Year2025
Volume15
Issue43
Pages1-31
Publication date2025-07-14
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueWeb Revista SOCIODIALETO (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2178-1486 • E-ISSN: 2178-1486
PublisherState University of Mato Grosso do Sul (PUBLISHER)
DOI10.61389/sociodialeto.v15i43.9659
OpenAlexW4412747498
LanguagePT
References cited1

Este estudo decorre de uma pesquisa de mestrado desenvolvida a partir de um recorte sociolinguístico acerca do povo Cinta-Larga, focando as duas línguas em contato: a Cinta-Larga, oriunda do tronco Tupi, pertencente à família linguística Mondé e o Português brasileiro oficial, sendo faladas em situação de bilinguismo, na comunidade Rio Seco, situada na terra indígena Serra Morena, município de Juína/MT. Considerando a cultura do povo indígena Cinta-Larga, objetivou-se a analisar seu comportamento sociolinguístico em relação ao tema línguas em contato. Os procedimentos metodológicos seguiram a Sociolinguística Variacionista que prevê a coleta e a análise de dados obtidos na pesquisa de campo, e com algumas anotações etnográficas conforme a pesquisa quali-quanti. Utilizou-se a observação dos informantes respaldada no eixo sincrônico da língua falada no ano de 2023. Selecionou-se 12 informantes distribuídos em três faixas etárias, jovem, adulto e idoso, com os quais se procedeu à entrevista mediante um questionário semiestruturado. Os resultados da pesquisa apontaram que a língua Tupi Mondé (ou Cinta-Larga) falada pelo povo Cinta-Larga da comunidade Rio Seco se encaixa na categoria de língua viva e plenamente ativa. Observou-se que os indígenas em questão veem a escola como o lugar adequado para o ensino e a aquisição do português, enquanto a família e os mais velhos deveriam ser os responsáveis pelo ensino da língua indígena. O resultado das análises indicou que há línguas em contato e bilinguismo na comunicação, dentro e fora da comunidade pesquisada, e são classificadas em três grupos distintos, a saber: bilíngues em desenvolvimento, bilíngues estáveis e bilíngues atrativos. Concluiu-se que o ensino e a aquisição da língua indígena na escola são cruciais, porque os mais jovens, diferentemente dos mais velhos, não estão comprometidos com a preservação da língua do povo Cinta-Larga, fato que pode levar, também, à extinção de sua cultura

Art · Humanities · Indigenous Cultures and History · Indigenous Health and Education · Linguistics and Language Studies · Philosophy

  • Associação Brasileira de Linguística

    Open Access•Revista da ABRALIN•Revista da ABRALIN•2014

Highly citedNo

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