Enfrentamentos à bandeira nacional a partir do cinema brasileiro contemporâneo
Bibliographic Data
| ID | 22015800 |
|---|---|
| Authors | Ana Caroline De Almeida (0000-0002-3191-6391, Universidade Federal de Pernambuco, corresponding author) |
| Year | 2022 |
| Volume | 16 |
| Issue | 2 |
| Pages | 108-128 |
| Publication date | 2022-05-27 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Mídia e Cotidiano (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2178-602X • E-ISSN: 2178-602X |
| Publisher | Pro Reitoria de Pesquisa, Pos Graduacao e Inovacao - UFF (PUBLISHER) |
| DOI | 10.22409/rmc.v16i2.53211 |
| OpenAlex | W4281751144 |
| Language | PT |
Durante a década de 2010, de todos os símbolos nacionais brasileiros - entre eles o hino e a camisa canarinho da seleção de futebol - foi possivelmente o da bandeira verde e amarela a que mais sofreu oscilações no que diz respeito à sua relação afetiva com a ideia de identidade nacional. As turbulências políticas que afetaram o país particularmente após as chamadas Jornadas de Junho de 2013 fizeram com que esse objeto fosse ressignificado, sendo gradativamente mais associado a forças conservadoras. Nesse período, o cinema brasileiro independente catalisou o desconforto do pensamento crítico com o uso e a apropriação desse símbolo que, tal como várias outras bandeiras e hinos, foram criados para forjar identidades nacionais durante a passagem de governos monárquicos para republicanos. A partir de quatro filmes – Branco sai preto fica (2014), de Adirley Queirós, No coração do mundo (2019), de Maurílio Martins e Gabriel Martins, Divino amor (2019), de Gabriel Mascaro e Martírio (2016), de Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tita – se pretende observar de que forma, quando colocada como uma imagem de fundo, quase imperceptível, porém sempre notada, a figuração da bandeira brasileira produz evidências contra si mesma, no sentido de surgir em cena como enfrentamento direto ao seu discurso oficial
Art · Humanities · Brazilian cultural history and politics · Cultural, Media, and Literary Studies · Youth, Politics, and Society
| Highly cited | No |
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