A Gênese Da Definição De Maria Theotókos No Horizonte De Niceia
Bibliographic Data
| ID | 22015903 |
|---|---|
| Authors | Waldecir Gonzaga Waldecir (0000-0001-5929-382X, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), Alexandra M Amorim (0000-0001-9746-7798, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) |
| Year | 2026 |
| Volume | 17 |
| Issue | 40 |
| Pages | 383-405 |
| Publication date | 2026-07-02 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | PARALELLUS Revista de Estudos de Religião - UNICAP (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2178-8162 • E-ISSN: 2178-8162 |
| Publisher | Universidade Catolica de Pernambuco (PUBLISHER) |
| DOI | 10.25247/paralellus.2025.v16n39.p385-407 |
| OpenAlex | W7117164753 |
| Language | PT |
Este artigo analisa o título Theotókos (Mãe de Deus) à luz da teologia cristológica, situando-o no contexto do Concílio de Niceia (325 d.C.), convocado por Constantino. Embora a formulação oficial do termo tenha ocorrido somente no Concílio de Éfeso (431 d.C.), suas raízes remontam à tradição patrística anterior, sobretudo à escola alexandrina. A pesquisa, de caráter bibliográfico, demonstra que Ário, protagonista da controvérsia nicena, não confrontou diretamente o uso do título, havendo indícios de que o empregou de modo compatível com sua cristologia subordinacionista. Eusébio de Cesareia, simpatizante de certas teses arianas, também o menciona de forma pontual, enquanto Nestório, mais de um século depois, acusa Ário e Apolinário de uso herético do termo. Embora o Concílio de Niceia não tenha tratado explicitamente de mariologia, o título Theotókos sintetiza o conteúdo cristológico ali afirmado: a plena divindade do Filho encarnado. No período pré-niceno, o termo possuía caráter principalmente devocional e litúrgico; após Niceia, passou a adquirir densidade doutrinal, tornando-se expressão do mistério da economia salvífica. Na contemporaneidade, sua relevância permanece heurística para reflexões teológico-pastorais de modo que reconhecer Maria como Theotókos funciona como critério de ortodoxia: afirmá-lo implica professar a unidade hipostática do Verbo encarnado e a plena divindade de Cristo, enquanto negá-lo aproxima a cristologia de modelos arianos ou nestorianos, comprometendo a integridade da pessoa de Cristo. Assim, o estudo evidencia que o título não se limita a uma expressão devocional, mas constitui núcleo articulador entre mariologia, cristologia e soteriologia, refletindo seu papel na história do pensamento teológico cristão
Augustinian Studies and Theology · Catholicism and Religious Studies · Religious and Theological Studies
| Highly cited | No |
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