Coroa, igreja e ciência
A alternância da dinâmica administrativa da Coroa Portuguesa nos sertões do Piauí do século XVIII
Bibliographic Data
| ID | 22015916 |
|---|---|
| Authors | Pedrina Nunes Araújo (0000-0003-3265-1038, Universidade Estadual do Piauí, corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Volume | 16 |
| Issue | 2 |
| Publication date | 2025-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | PLURA - Revista de Estudos de Religião (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2179-0019 • E-ISSN: 2179-0019 |
| Publisher | Even3 (PUBLISHER) |
| DOI | 10.29327/256659.16.2-21 |
| OpenAlex | W7110854875 |
| Language | PT |
durante o século XVIII, a Coroa portuguesa incorporou uma lógica de produção de conhecimento atrelada ao ideal iluminista e, a partir dessa lógica, executou a administração de seus territórios coloniais. Essa dinâmica global foi observada no contexto local desde a criação da Capitania do Piauí. Contudo, em período anterior, a participação dos bispos já tinha se firmado de modo relevante no processo de conquista e de construção do território colonial piauiense. O exemplo mais evidente desse fato destaca a atuação de D. Frei Manuel da Cruz, responsável por prover a maioria das freguesias do território, além de estabelecer contato direto com as populações quando realizava visitas pastorais pelos sertões, coletando o máximo de informações acerca dos lugares por onde passava. O exemplo citado demonstra de que modo a Igreja era utilizada pela administração portuguesa para realizar esse tipo de trabalho. Todavia, essa dinâmica se alterou quando Portugal resolveu entrar na rede de produção da ciência e do conhecimento, construindo um tipo de administração régia mais ilustrada. Assim, o presente artigo tem como objetivo demonstrar como a alternância de postura administrativa ocorreu no território leste do Estado do Maranhão e Grão-Pará, e passou a ser executada quando, em 1758, o rei D. José I resolveu criar a Capitania do Piauí. Com isso, a Coroa utilizou o conhecimento adquirido para construir vilas, delimitar fronteiras, elaborar um conhecimento cartográfico da região, conhecer a natureza e dispor da posição do bispado do Maranhão atrelado à lógica de Estado. 10.29327/256659.16.2-21
Colonial period · Portuguese · History of Colonial Brazil · History of Education Research in Brazil · Indigenous Studies in Latin America
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