Liberdade e neurociência
Como a metafísica de Schopenhauer responderia ao determinismo neurológico
Bibliographic Data
| ID | 22016346 |
|---|---|
| Authors | Rogério Moreira Orrutea Filho (0000-0001-6756-9603, Universidade Estadual de Londrina, corresponding author) |
| Year | 2023 |
| Volume | 13 |
| Issue | 2 |
| Pages | e5 |
| Publication date | 2023-03-14 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Voluntas Revista Internacional de Filosofia (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2179-3786 • E-ISSN: 1573-7888 |
| Publisher | Universidade Federal de Santa Maria (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5902/2179378671865 |
| OpenAlex | W4362576640 |
| Language | PT |
| References cited | 4 |
Experimentos realizados por neurocientistas como Benjamin Libet e Michael Gazzaniga, sugerem a impossibilidade de haver liberdade nas ações individuais. Embora os dois referidos cientistas tenham elaborado teorias e experimentos um tanto distintos entre si, o resultado geral é o de que o cérebro decide independentemente da consciência do agente. Neste artigo, mostramos que tais experimentos podem ser qualificados como a confirmação empírica daquilo que o filósofo Arthur Schopenhauer, já no século XIX, afirmava a partir de argumentos apriorísticos, baseando-se no princípio de razão suficiente. No entanto, Schopenhauer também sustentou uma teoria da liberdade a partir do caráter do agente, em lugar de sustentar o livre-arbítrio das ações. Veremos que esta teoria schopenhaueriana da liberdade não fora afetada pelos trabalhos de Libet e Gazzaniga, uma vez que, na melhor das hipóteses, os dois cientistas teriam comprovado a ausência de liberdade das decisões singulares, restando intocada a questão sobre a constituição moral do agente
Humanities · Philosophy · Philosophy and Theoretical Science · Psychotherapy Techniques and Applications · Schopenhauer and Stefan Zweig
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |