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Diáspora Negra e a Desautorização do Refrão Único

Imaginários de Tempo, História e Gênero nas Revoltas do Povo Negro Através da Música Popular Brasileira

Bibliographic Data

ID22017635
AuthorsRodrigo Banha Da Silva (0000-0002-6409-0442, University of Coimbra), Lennita Oliveira Ruggi (0000-0002-4616-0865, Universidade Federal do Paraná)
Year2024
Volume11
Issue1
Pagese024001
Publication date2024-01-29
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Lusófona de Estudos Culturais (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2183-0886 • E-ISSN: 2184-0458
PublisherUniversity of Minho (PUBLISHER • PT)
DOI10.21814/rlec.4707
OpenAlexW4391335802
LanguagePT
References cited8

Tendo como inspiração O Atlântico Negro de Paul Gilroy (1993/2001), propomos realizar um exercício de interpretação de quatro letras consagradas da música popular brasileira (MPB). São elas: “Chico Rei” (Jarbas Soares, Djalma de Oliveira Costa e Geraldo Soares de Carvalho, 1964); “Zumbi” (Jorge Ben, 1974); “Mestre Sala dos Mares” (João Bosco & Aldir Blanc, 1975) e “Morena de Angola” (Chico Buarque, 1980). Ao tomarmos as canções como parte do arcabouço intelectual d’O Atlântico Negro, consideramos duas principais chaves de leitura: (a) o imaginário de tempo/história e (b) os princípios generificados de enunciação. Seguindo a trilha metodológica proposta por Gilroy (1993/2001), identificamos a música como espaço público de elaboração e difusão de memórias sobre a diáspora negra. Informadas por lutas históricas travadas pelo povo negro, as canções recuperam narrativas insistentemente invisibilizadas e questionam o suposto lugar de “não-agência” política das populações escravizadas ou vivendo sob regimes autoritários. Frente à urgência em interromper o cansativo refrão da história única, encontramos nessas obras acesso privilegiado às recordações sobre revoltas contra a escravização e o colonialismo, difundindo no presente saberes decoloniais. A produção e inscrição de uma memória oposicional — aquela que reivindica espaço e lugar ao mesmo tempo em que contesta versões sedimentadas — é um trabalho constante que está intimamente relacionado com o estabelecimento de novos horizontes de luta no presente

Art · Humanities · Brazilian cultural history and politics · Literature, Culture, and Criticism

  • Narrar o trauma

    Open Access•Márcio Seligmann-Silva•Psicologia Clínica•2008

  • Quatro mulheres, quatro canções

    Open Access•Henrique Lima Araujo•Revista Crioula•2018

  • O samba é Morena de Angola

    Open Access•José Carlos Sebe Bom Meihy•História Oral•2009

  • Tem orixá no samba

    Open Access•Rachel Rua Baptista Bakke•Religião & Sociedade•2007

  • The University and the Undercommons

    Fred Moten, Harney et al.•Social Text•2004

  • Fazer História, Fazer Sentido

    Open Access•Mário Augusto Medeiros Da Silva•Lua Nova Revista de Cultura e…•2012

  • Ch'ixinakax utxiwa. Una reflexión sobre prácticas y discursos descolonizadores

    Open Access•Amiel Ernenek Mejía Lara•Revista de Antropologia•2013

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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