Poesia a abater na década de 1950
Os casos de “Cancioneiro Geral”, Egito Gonçalves e Bernardo Santareno
Bibliographic Data
| ID | 22018791 |
|---|---|
| Authors | Álvaro Seiça (0000-0002-1137-0811, University of Bergen, corresponding author) |
| Year | 2023 |
| Volume | 13 |
| Pages | 325-362 |
| Publication date | 2023-11-28 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista de estudos literários (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2183-847X • E-ISSN: 2183-847X |
| Publisher | Coimbra University Press (PUBLISHER • PT) |
| DOI | 10.14195/2183-847x_13_12 |
| OpenAlex | W4389084214 |
| Language | PT |
Este artigo aborda a poesia portuguesa censurada na década de 1950, tendo em conta um estudo preliminar sobre a biblioteca de referência dos Serviços de Censura da ditadura salazarista. Desta biblioteca, resgataram-se logo em 1974 cerca de 1 000 exemplares com carimbos, selos e cortes. Contudo, estes livros foram revelados ao público apenas em 2022, na exposição inédita Obras Proibidas e Censuradas no Estado Novo, na Biblioteca Nacional de Portugal. Deste modo, a análise parte de uma seleção de 10 livros recuperados para se focar na coleção “Cancioneiro Geral” (1950-58), com a qual o Centro Bibliográfico moldou a segunda vaga neorrealista; no penúltimo livro desta coleção, A viagem com o teu rosto (1958), de Egito Gonçalves; e noutra obra que também sofreu cortes severos, Romances do mar (1955), de Bernardo Santareno. Consideram-se questões de memória literária, impacto e legado censório, investigando se houve alterações provocadas pela atuação dos Serviços de Censura, ou mesmo reescrita, nas edições posteriores de Gonçalves e Santareno durante e após a ditadura
| Highly cited | No |
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