A República Sitia Canudos
A consolidação do poder civil republicanos às expensas do Arraial de Belo Monte
Bibliographic Data
| ID | 22051226 |
|---|---|
| Authors | Lucas Daniel Da Silva (0009-0007-2646-7951, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, corresponding author), Lucas Felipe Lopes Silva |
| Year | 2026 |
| Volume | 16 |
| Issue | 1 |
| Publication date | 2026-05-12 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Cadernos de Clio (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2237-0765 • E-ISSN: 2447-4886 |
| Publisher | Universidade Federal do Parana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5380/clio.v16i1.101041 |
| OpenAlex | W7160911580 |
| Language | PT |
O artigo investiga a Guerra de Canudos (1896–1897) como um marco da consolidação do poder civil republicano no Brasil. Tem por objeto a relação entre o massacre do arraial de Belo Monte e o fortalecimento do regime instaurado em 1889. O problema que orienta a análise consiste em compreender como a República, sob o ideal de ordem e progresso, legitimou a eliminação de sujeitos considerados ameaças à nova ordem nacional. Parte-se da hipótese de que a destruição de Canudos simbolizou a aplicação de uma tecnologia de poder — o biopoder — que disciplinou e excluiu corpos dissidentes em nome da modernidade. O estudo apoia-se teoricamente em Michel Foucault e Achille Mbembe e metodologicamente em uma análise textual-discursiva da obra Os Sertões, de Euclides da Cunha. Conclui-se que o extermínio de Canudos foi constitutivo da legitimidade política e simbólica do Estado republicano
History of Colonial Brazil · History of Medicine and Tropical Health · Literature, Culture, and Criticism
| Highly cited | No |
|---|