A violência estrutural de gênero nas obras Mrs. Dalloway e As Horas
Bibliographic Data
| ID | 22063425 |
|---|---|
| Authors | Taís de Oliveira (0000-0002-3326-8535, Hospital Universitário da Universidade de São Paulo), Gizelia MENDES SALIBY (0000-0001-9091-8824, Hospital Universitário da Universidade de São Paulo) |
| Year | 2021 |
| Issue | 125 |
| Publication date | 2021-07-16 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Actes Sémiotiques (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2270-4957 • E-ISSN: 2270-4957 |
| Publisher | Universite de Limoges (PUBLISHER) |
| DOI | 10.25965/as.7291 |
| OpenAlex | W4285416560 |
| Language | PT |
Neste artigo, discutimos a violência sofrida pelas personagens femininas em Mrs. Dalloway (Woolf, 1925) e sua adaptação The Hours (Daldry, 2002). As expectativas socioculturais recaem sobre elas, que têm suas vidas invadidas por sugestões externas, ditadas por figuras masculinas de poder, que visam impor a forma como as mulheres devem imprimir as suas formas de estar no mundo. As expectativas da sociedade e de seus maridos – para além das prescrições médicas – tentam limitar as mulheres a apenas um papel temático (Greimas; Courtés, 2008), em torno do qual as suas singularidades se perdem. A repressão da sexualidade em The Hours passa pelo silenciamento dos impulsos sexuais de Virginia e de Laura, configurando uma forma de violência estabelecida em favor da manutenção do status quo social. Em Mrs. Dalloway, Clarissa e Sally têm a sua proximidade interrompida em favor das expectativas sociais. Os sujeitos que não se submetem à modalização pretendida de ter de fazer ou ter de ser, não suportam o modo de vida sugerido, procurando soluções como o suicídio ou a fuga
Art · Humanities · Sociology · Gender, Feminism, and Media · Literary Theory and Cultural Hermeneutics · Shakespeare, Adaptation, and Literary Criticism
| Highly cited | No |
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