Arjan Martins e Rosana Paulino nos emaranhados do Atlântico Negro
Decolonialidade E Pensamento Afrodiaspórico Na Arte Contemporânea Brasileira
Bibliographic Data
| ID | 22102413 |
|---|---|
| Authors | Pedro Alves de Souza Neto (0009-0001-7541-3411), Tatiana Silva De Lima (0000-0002-7719-4611) |
| Year | 2025 |
| Volume | 13 |
| Issue | 21 |
| Pages | 84-121 |
| Publication date | 2025-09-08 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Ñanduty (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2317-8590 • E-ISSN: 2317-8590 |
| Publisher | Universidade Federal de Grande Dourados (PUBLISHER) |
| DOI | 10.30612/nty.v13i21.20598 |
| OpenAlex | W4414597088 |
| Language | PT |
| References cited | 7 |
Nos últimos tempos o Atlântico tem se revelado muito mais que um mero espaço geográfico, criou-se em torno dele um campo de disputa historiográfico representativo e epistemológico, tomado por aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos e/ou culturais. Sendo assim, este artigo interpreta como o trajeto atlântico de africanos escravizados para o Brasil, entre os séculos XVI e XIX, tem sido representado nas obras artísticas visuais de Rosana Paulino (em A Permanência das Estruturas, 2017) e de Arjan Martins (em Só Vou ao Leblon a Negócios, 2016), no sentido de observar como as perspectivas decoloniais em torno do Atlântico têm ressoado nas artes plásticas. Conceitos como Ôrí e Continuum Histórico (Nascimento, 2022); Relação, Filiação, Extensão (Glissant, 2005, 2021); Atlântico Negro (Gilroy, 2012); e Amefricanidade (Gonzalez, 2020), propostos por intelectuais decoloniais, evocam o espectro da escravidão nesse mundo atlântico como possibilidade de cura para feridas coloniais que ainda latejam. Traçando o mesmo caminho que estes teóricos, os artistas abordados reinterpretam a memória colonial do Brasil, espelhando-se e movendo-se pelo Atlântico, ao passo que também denunciam os flagelos da escravidão que ainda parasitam nossa sociedade. Reivindicando a humanidade e a subjetividade que a escravidão lhes negou, eles transformam esse espaço, o Atlânticoalgoz, em um vetor para esperançar o presente e romper com as barreiras fronteiriças epistêmicas, culturais, sociais, dentre outras, que permeiam as artes mediante a um caratér disciplinador e de conhecimento segmentado que foi cristalizado pelo pensamento moderno (Bessa-Oliveira, 2022)
Humanity · Subjectivity · Urban Development and Societal Issues
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |