Paisagens portuárias
Uma etnografia das relações entre humanos e pombos no porto de Santos
Bibliographic Data
| ID | 22102438 |
|---|---|
| Authors | Sarah Faria Moreno (0000-0002-6626-2922, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, corresponding author) |
| Year | 2021 |
| Volume | 9 |
| Issue | 13 |
| Pages | 272-301 |
| Publication date | 2021-06-23 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Ñanduty (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2317-8590 • E-ISSN: 2317-8590 |
| Publisher | Universidade Federal de Grande Dourados (PUBLISHER) |
| DOI | 10.30612/nty.v9i13.15552 |
| OpenAlex | W4285071964 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
Portos são lugares de trânsito de pessoas, mas, sobretudo, das mais diversas cargas. Neste artigo demonstro, a partir de uma pesquisa etnográfica sobre a relação entre humanos e animais, como é a paisagem portuária em Santos – SP. Para além de um simples cais onde atracam navios para que realizem a carga e descarga dos mais variados produtos, uma vez ali, é possível entender que há uma série de sujeitos humanos e não humanos interatuando não como agentes isolados, mas compondo esta paisagem conjuntamente. As reflexões propostas aqui partem de uma pesquisa que teve como foco as relações entre pessoas e pombos urbanos, animais considerados pragas no contexto portuário de Santos, onde foi instituído um programa de controle para que estas aves, cuja população aumentava a cada ano devido à expansão das atividades portuárias, não causassem danos à saúde ou à economia. Ao acompanhar este programa de controle, ficou claro que olhar para os pombos no porto significava olhar para uma série de sujeitos outros ali presentes, cada qual à sua maneira, como: trabalhadores, grãos, maquinários, instituições e autoridades, animais, edificações, barreiras físicas para o controle de animais, entre tantos outros. A partir desta etnografia, bem como de um resgate histórico do porto por meio de notícias, é possível admitirmos, por fim, que o porto possui sua própria ecologia, que abarca, principalmente, sujeitos indesejados humanos e não humanos que parecem não pertencer a qualquer outro lugar e configuram ideias de desordem e impureza
Humanities · Sociology · Fish biology, ecology, and behavior · Geographies of human-animal interactions · Global Maritime and Colonial Histories · Philosophy
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |