Arquiteturas da domesticação, arquiteturas contra a invasão
Cães ferais e paisagens reconfiguradas no cone sul (Brasil, Chile e Argentina)
Bibliographic Data
| ID | 22102459 |
|---|---|
| Authors | Luisa Amador Fanaro (0000-0001-6249-5481, Universidade Federal de São Carlos, corresponding author) |
| Year | 2021 |
| Volume | 9 |
| Issue | 13 |
| Pages | 152-177 |
| Publication date | 2021-06-23 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Ñanduty (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2317-8590 • E-ISSN: 2317-8590 |
| Publisher | Universidade Federal de Grande Dourados (PUBLISHER) |
| DOI | 10.30612/nty.v9i13.15545 |
| OpenAlex | W4285447411 |
| Language | PT |
| Citations received | 3 |
| References cited | 9 |
Busco, neste artigo, refletir a respeito dos denominados cães “ferais”, ou “selvagens”, a partir de seu papel ativo na construção, alteração e co-constituição de paisagens – argentinas, brasileiras e chilenas. Mobilizo, principalmente, o conceito de “arquiteturas da domesticação”, e proponho que também pensemos tais arquiteturas como infraestruturas “contra a invasão”. Se, por um lado, cercas, correntes e outros artefatos criam relações de domesticidade, por outro eles também podem vir a desvelar outras formas de interação – cercas também são sobre evitar a entrada de outrem, e, portanto, manter a divisão dentro x fora. A partir de etnografia realizada na Província da Terra do Fogo (Argentina), onde me deparei pela primeira vez com os tais dos perros salvajes, tenciono, nas páginas que se seguem, discutir e tecer conexões com outros contextos nos quais cães feralizados também tomam parte: as reservas florestais brasileiras e certas zonas rurais no Chile. Tais conexões, a meu ver, importam no sentido de que podem, quiçá, ajudar a suprimir lacunas nos estudos animais a respeito da convivência humano-animal com as tais das “espécies exóticas invasoras”, e, por conseguinte, do que estes animais estão fazendo e podem fazer. Tendo em conta que o selvagem e o feral são segmentos de um sistema de relações mais amplo, minhas intenções, aqui, são apontar para a amplitude da interação desses animais com os ambientes que co-constituem e continuamente reconfiguram com humanos e outros não humanos. Sugiro, neste artigo, que os processos de constituição de paisagens multiespécies não são somente sobre inclusão, mas, também, sobre exclusão
Humanities · Geographies of human-animal interactions · Philosophy
| Unique citing works | 3 |
|---|---|
| Citations per year | 1 |
| Citation span | 2023 - 2026 (4) |
| Citation velocity | current |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 3 |