E a titulação dos quilombos como fica
O orçamento quilombola e “necropotência” do “Programa Titula Brasil”
Bibliographic Data
| ID | 22103226 |
|---|---|
| Authors | Bruno de Oliveira Rodrigues (0000-0002-7156-938X, corresponding author) |
| Year | 2022 |
| Volume | 10 |
| Issue | 17 |
| Pages | 70-111 |
| Publication date | 2022-09-22 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Novos Rumos Sociológicos (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2318-1966 • E-ISSN: 2318-3721 |
| Publisher | Universidade Federal de Pelotas (PUBLISHER) |
| DOI | 10.15210/norus.v10i17.22948 |
| OpenAlex | W4297012930 |
| Language | PT |
O trabalho pretende focalizar a leitura crítica do Programa Titula Brasil, principalmente buscando identificar as aberturas semânticas altamente arriscadas que se introduz no campodos direitos quilombolas. O caminho desta pesquisa passa pela análise da estrutura do campo das políticas estatais que têm como destinatários os quilombolas. Para tanto, iniciamos odebate demarcando a passagem do momento de protagonismo da judicialização para o de disputa no campo da política orçamentária, desde o passado recente (2012) até a atualidade,com foco na determinação do perfil de tratamento da temática nos governos Dilma, Temer e Bolsonaro, analisando inclusive o efetivo empenho de recursos para a titulação das terrasquilombolas. Um levantamento documental vai ser associado diretamente ao quantitativo das titulações das terras quilombolas pelo INCRA, o que entendemos apresentar um sintomasocial da questão. Ao fim, analisamos o Programa Titula Brasil, apresentando aspectos sociais e políticos do seu surgimento, destacando seus idealizadores e os sujeitos sociais que definem o perfil dessa política. Verificamos que o programa é marcado pelos interesses dos ruralistas, privilegiando a legitimação da grilagem e da violência no campo, além de ser indiferente às demandas étnicas. Assim sendo, o programa passa a ser um risco quando distribui títulos sem qualquer marco normativo claro e restrições programáticas da ação do Estado, tratando-se de uma política de assédio direto à clientela da reforma agrária e, de forma indireta, um risco colateral para as políticas de regularização dos territórios étnicos no Brasil
Humanities · Political science · Philosophy · Rural Development and Agriculture
| Highly cited | No |
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