A Carne Que Sobra
O Grotesco Como Operação Heterológica Na Obra De Sibylle Ruppert
Bibliographic Data
| ID | 22118252 |
|---|---|
| Authors | Alexandre Rodrigues Da Costa (0000-0001-6346-701X) |
| Year | 2025 |
| Volume | 12 |
| Issue | 01 |
| Pages | 1-22 |
| Publication date | 2025-10-04 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Art&Sensorium (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2358-0437 • E-ISSN: 2358-0437 |
| Publisher | Universidade Estadual do Parana - Unespar (PUBLISHER) |
| DOI | 10.33871/sensorium.2025.12.11118 |
| Language | EN |
| References cited | 1 |
Este artigo investiga a obra da artista alemã Sibylle Ruppert, destacando-a como uma manifestação do grotesco que desafia e ultrapassa as classificações artísticas tradicionais por meio do obsceno, da violência e do absurdo. A partir de uma distinção com a biomecânica de H. R. Giger, o estudo propõe que o grotesco em Sibylle Ruppert não se limita à fusão entre orgânico e máquina, mas opera como um processo de desestabilização alinhado à heterologia de Georges Bataille. A análise articula o grotesco com os conceitos de informe e heterologia, com o propósito de demonstrar como a artista dissolve as fronteiras corporais para expor uma materialidade obscena e irredutível, abordada como “carne-em-excesso”. Por meio da análise de seus desenhos, especialmente as séries para o Marquês de Sade e Lautréamont, e da comparação com a lógica do “corpo anagramático” de Hans Bellmer, o artigo investiga como Sibylle Ruppert utiliza a fragmentação, a montagem e a metamorfose para criar um universo onde não há síntese possível. Conclui-se que a obra da artista alemã mobiliza o grotesco não apenas como excesso formal, mas como uma operação heterológica que encena o colapso da forma e da razão, transformando a fantasia onírica associada ao grotesco em uma vertigem de pesadelo, onde a única constante é a tensão irresolvível entre forças opostas
| Highly cited | No |
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