Léxico de contato na Primeira Década da Ásia (1552), de João de Barros
Neologismos de empréstimo e reinterpretação da classificação toponímica de Dick (1990)
Bibliographic Data
| ID | 22120130 |
|---|---|
| Authors | Jane Keli Almeida da Silva (0000-0003-2492-3494, corresponding author) |
| Year | 2026 |
| Volume | 12 |
| Issue | 1 |
| Pages | e70198 |
| Publication date | 2026-05-30 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | LaborHistórico (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2359-6910 • E-ISSN: 2359-6910 |
| Publisher | LaborHistorico (PUBLISHER) |
| DOI | 10.24206/lh.v12i1.70198 |
| OpenAlex | W7162848493 |
| Language | PT |
O objetivo deste artigo é discutir teoricamente o léxico, com ênfase nas questões de neologia e etimologia, a partir de exemplos da Primeira Década da Ásia (1552), de João de Barros. A ampliação do vocabulário durante o Mercantilismo e o Renascimento, quando novas sociedades foram alcançadas e nomeadas, evidencia a importância do contato linguístico na formação do português moderno. Nesse contexto, destacam-se unidades lexicais como chatim (comerciante), chatinar (comercializar), pardáos (moeda da Índia), fanões (moeda indiana) e faraçolas (peso antigo usado no comércio), cujas origens remontam a línguas dravídicas, ao sânscrito, ao tâmil-malaio e ao árabe (Dalgado, 1919). No entanto, os empréstimos mais recorrentes no corpus analisado são antroponímicos e toponímicos, o que exigiu a adoção de uma classificação onomástica para a organização dos dados. O Sistema Toponímico Taxionômico, de Dick (1990), embora constitua a principal referência brasileira nesse campo, apresentou limitações quando aplicado aos dados da pesquisa, em razão do objeto de estudo e do método utilizados na lexicografia. Ainda assim, o modelo se mostra relevante para refletir sobre classificações existentes e propor novos encaminhamentos teórico-metodológicos no âmbito da lexicografia histórica
Lexicography and Language Studies · Linguistics and Language Studies · Spanish Linguistics and Language Studies
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