Tendências metafóricas no léxico português
O que os dicionários não dizem
Bibliographic Data
| ID | 22120267 |
|---|---|
| Authors | Esperança Cardeira (0000-0003-4700-9830, University of Lisbon), Alina Villalva (0000-0002-7798-5034, University of Lisbon) |
| Year | 2020 |
| Volume | 6 |
| Issue | 3 |
| Pages | 140-161 |
| Publication date | 2020-12-20 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | LaborHistórico (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2359-6910 • E-ISSN: 2359-6910 |
| Publisher | LaborHistorico (PUBLISHER) |
| DOI | 10.24206/lh.v6i3.35048 |
| OpenAlex | W3125097661 |
| Language | PT |
| References cited | 2 |
A lexicografia portuguesa é tradicionalmente baseada em trabalhos lexicográficos anteriores. Como resultado desta tradição, os dicionários contemporâneos apresentam um grande número de significados para cada entrada, mas não mencionam a frequência de uso ou as mudanças semânticas que as palavras sofreram ao longo do tempo. É o caso do vocábulo esquisito, definido nos dicionários como ‘estranho’, mas também como ‘elegante’, ou de bizarro (inicialmente ‘corajoso’, hoje em dia ‘estranho’). O significado original destas palavras, que era positivo, sofreu uma mudança que lhes criou uma conotação negativa. Por outro lado, palavras como bestial e brutal (ambas com o significado inicial de ‘selvagem’) ganharam um significado positivo bastante inesperado (‘sensacional’). Que usos metafóricos permitiram estas mudanças? E como lidam os dicionários com estas alterações? A análise de fontes lexicográficas históricas e contemporâneas pode ajudar-nos a elucidar este tipo de mudanças semânticas no léxico português
Humanities · Lexicography and Language Studies · Linguistics and Education Research · Linguistics and Language Studies · Philosophy
| Highly cited | No |
|---|