Etimologia De “Maracutaia”
Revisão Bibliográfica E Uma Outra Hipótese
Bibliographic Data
| ID | 22120279 |
|---|---|
| Authors | Alex Mazzanti Junior (0000-0003-4448-9672, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Volume | 11 |
| Issue | 1 |
| Pages | e63511 |
| Publication date | 2025-03-25 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | LaborHistórico (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2359-6910 • E-ISSN: 2359-6910 |
| Publisher | LaborHistorico (PUBLISHER) |
| DOI | 10.24206/lh.v11i1.63511 |
| OpenAlex | W4408824675 |
| Language | EN |
Não é consensual a origem da palavra brasileira maracutaia. Este artigo busca, assim, fazer uma revisão bibliográfica das hipóteses existentes e, a partir de uma nova narrativa, sugerir uma hipótese adicional. Após apresentar a primeira atestação de maracutaia de que temos notícia, segue-se a exposição de uma hipótese indígena e uma hipótese africana. Por fim, sugere-se outra possibilidade: o termo macuta (originalmente, uma moeda africana, mas usado em Gregório de Matos significando “dinheiro de pouco valor”) adquiriu, por proximidade sonora com macuto e possíveis desenvolvimentos semânticos próprios, o sentido de “mentira”, atestado em documento pernambucano do século XVIII. Seu quase sinônimo maracuta (admitidamente de parca atestação) teria também adquirido tal sentido (o que não é atestado). O uso de ma(ra)cuta em contextos como o do documento pernambucano teria levado a seu enriquecimento pragmático, de modo que significasse “o conjunto de mentiras usadas para tramar e executar negócios escusos”, expresso apropriadamente pelo sufixo -aia
| Highly cited | No |
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