Skip to main content

ETHNOS_APP

Home • Search • Journals • List 0

A Pintura de João Sebastião da Costa

A iconografia no espaço sagrado e profano

Bibliographic Data

ID22175145
AuthorsValéria Pereira Moreira (Universidade Federal de Mato Grosso), José Serafim BERTOLOTO (0000-0001-9581-5648, Universidade Federal de Mato Grosso), Juliano Batista dos Santos (0000-0003-1303-2346, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso), Ana Graciela Mendes Fernandes Da Fonseca Voltolini (0000-0002-5918-5113, Universidade de Cuiabá)
Year2020
Volume6
Issue6
Publication date2020-03-29
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRELACult - Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura e Sociedade (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2525-7870 • E-ISSN: 2525-7870
PublisherCentro Latino-Americano de Estudos em Cultura - CLAEC (PUBLISHER)
DOI10.23899/relacult.v6i6.1798
OpenAlexW3048305366
LanguagePT

João Sebastião da Costa é um artista mato-grossense com uma criatividade ímpar, construiu seu legado e marcou a sua existência no cenário brasileiro, das artes visuais. Suas onças antropomórficas romperam os parâmetros das artes, ao se destacar nos inúmeros Salões de Arte Brasileira. A onça não era apenas o animal, ela precisava ter algo mais que isso, então ele elaborou aquilo, que o marcou, que o consagrou: a figura antropomórfica, mítica, encantada, provocativa, curiosa, que observa na espreita, um ser descrito pela crítica de arte, Aline Figueiredo “homem-bicho-santo”, cujos cenários transcendem os limites do real, os seres encantados, a celebração da natureza, a ambiência composta pela fauna, flora, a religiosidade, a devoção, a magia, na imensidão da espacialidade do cerrado, fez um artista peculiar. Na pintura em estudo o artista nos apresenta a figura do São Sebastião, repousando no interior da barriga da serpente, que nos remete à lenda do Minhocão do Parí, que habita o universo mítico dos ribeirinhos do Rio Cuiabá. O santo posicionado na parte inferior do quadro, devorado pela serpente, cria uma atmosfera singular, nos remetendo ao processo colonial na América Latina, uma vez que, o artista cria um cenário mítico, jocoso, cercado de religiosidade, onde seu lugar de fala sobrepõe aos ditames judaico-cristãos. Os fluxos de informações, que transitaram na América Latina, numa circulação e encontro de objetos e pessoas com suas práticas culturais distintas, que se cruzam e produzem outras práticas culturais inusitadas, como vemos na pintura de João Sebastião da Costa, a representação decolonial dos seus santos

Art · Humanities · Urban and sociocultural dynamics

Highly citedNo

Tools

Open DOIOpen Access
Ethnos_APP • Open Source Project • MIT License • Frontend v2.0.0 • Privacy and Cookies • API Documentation: api.ethnos.app/docs • API Source Code: GitHub • DOI: 10.5281/zenodo.17049435 • Frontend Source Code: GitHub • DOI: 10.5281/zenodo.17050053 • cruz.rio.br • Expectantes Misericordiae