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Lutando com Dandara de Palmares

Feminismos e representatividade na literatura contemporânea

Bibliographic Data

ID22175155
AuthorsMaria Laís Dos Santos Leite (0000-0001-5777-3205, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, corresponding author)
Year2020
Volume6
Issue1
Publication date2020-05-19
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRELACult - Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura e Sociedade (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2525-7870 • E-ISSN: 2525-7870
PublisherCentro Latino-Americano de Estudos em Cultura - CLAEC (PUBLISHER)
DOI10.23899/relacult.v6i1.1864
OpenAlexW3042610454
LanguagePT

As Lendas de Dandara, livro da escritora, cordelista e poeta Jarid Arraes aponta caminhos para ampliar a representatividade feminina e negra em nossa literatura, ao desvelar personagens presentes em nosso cotidiano e até então distantes das estantes das grandes livrarias. O livro é construído a partir da inquietação da pouca visibilidade de mulheres, em especial negras, dentre as personalidades a que se rende homenagens e se refere em nossa história. A obra é composta por dez contos ficcionais sobre a história de Dandara, filha de Iansã, guerreira de Palmares: O nascimento de Dandara; A cura de Bayô; O cavalo roubado; O encontro com Iansã; O navio negreiro; Dandara e Zumbi; Fogo na Casa Grande; Emboscada; Senzalas vazias e A pedreira. Ao contrário de Raízes do Brasil, Casa Grande e Senzala e outros clássicos da historiografia brasileira que nos mostram com um olhar distante os acontecimentos que marcam a exploração e a formação social atual de nosso país, As Lendas de Dandara nos transfere para uma narrativa pessoal e provocadora, que fazia lembrar das narrativas que ouvia sobre nossas ancestrais indígenas e negras, que se perderam nas fugas e cujos traços e estigmas carregamos até hoje. Mulheres que não estavam no rol dos vencedores, dos colonizadores, dos donos de terra, mas das subalternas, das transgressoras. Mulheres cujo corpo não mobilizava cuidado, que capinaram, plantaram, pariram, trabalharam como tantas outras ainda trabalham até hoje, em condições desiguais no Brasil de 2020: escravocrata, racista, misógino, conservador

Art · Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · Literature, Culture, and Criticism · Rural and Ethnic Education

Highly citedNo

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