A Questão Negra Entre Continentes
Possibilidades De Tradução Intercultural a Partir Das Práticas De Luta
Datos Bibliográficos
| ID | 22207752 |
|---|---|
| Autores | Maria Paula Meneses (0000-0001-9812-2177) |
| Año | 2026 |
| Volumen | 9 |
| Número | 31 |
| Páginas | 42-66 |
| Fecha de publicación | 2026-05-09 |
| Peer Reviewed | Sí |
| Open Access | Sí |
| Tipo | ARTICLE |
| Revista | Revista Debates Insubmissos - ISSN 2595-2803 (JOURNAL) |
| Identificadores de la revista | ISSN: 2595-2803 • E-ISSN: 2595-2803 |
| Editorial | Revista Debates Insubmissos (PUBLISHER) |
| DOI | 10.32359/debin2026.v9.n31.p42-66 |
| Idioma | PT |
A “questão do homem negro”,[1] da sua humanidade, tem estado no centro dos debates pós-coloniais. Escrevendo no início da década de 1950, Frantz Fanon problematizava o carácter racial da epistemologia eurocêntrica, que constrói o negro como não-ser, desprovido de humanidade (1967: 7). Mas, no nosso tempo, apesar da emergência de um projeto política e epistemicamente alternativo – o Sul global[2] - permanece refém da natureza hierárquica das relações Norte-Sul, assentes numa racionalidade moderna eurocêntrica, promotora de uma lógica capitalista, impessoal e devastadora, apoiada numa ordem política e económica desigual e assumidamente monocultural. É esta lógica que torna quase impossível reconhecer como iguais as vidas e as vozes dos que são concebidos como não-existentes. [1] Metáfora que simboliza a opressão colonial e das violências exercidas sobre o continente africano. [2] Este Sul é extremamente diverso. A constituição do Sul global integra vários projetos políticos, incluindo a Conferência de Bandung, o Movimento dos Não-alinhados, a Tricontinental, e a constituição do Fórum Social Mundial. Visto desta perspetiva, o Sul global é um Sul geopolítico, uma metáfora usada para identificar o conjunto de movimentos, de ações coletivas contra as formas de opressão, exploração e discriminação (Santos; Meneses, 2010)
| Velocidad de citación | historical |
|---|---|
| Altamente citado | No |