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O Negão, a Patricinha E a Loirinha

Discurso, Raça E Alteridade Em Canções Populares Que Tematizam O Amor Interracial

Bibliographic Data

ID22208940
AuthorsLuiz Felipe Andrade Silva (0000-0001-5938-5505, Universidade Federal da Bahia), Isabel do Nascimento Santos (Universidade Federal da Bahia)
Year2024
Volume7
Issue1
Pages162-178
Publication date2024-01-01
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Em Favor de Igualdade Racial (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2595-4911 • E-ISSN: 2595-4911
PublisherEven3 (PUBLISHER)
DOI10.29327/269579.7.1-13
OpenAlexW4395097756
LanguagePT
References cited2

No presente trabalho, buscou-se analisar como o discurso produz uma imagem do amor interracial entre homens negros e mulheres brancas. Entendendo a colonialidade como ideologia determinante da sociedade brasileira, fundamentada no racismo, é imprescindível analisar como funcionam os mecanismos de significação da ideologia racista. À luz da Análise de Discurso materialista, desenvolvida a partir de Michel Pêcheux (2019 [1969]), analisaram-se letras das canções “Patricinha do Olho Azul” (2011), interpretada pelo Grupo Bom Gosto e “A loirinha, o playboy e o negão”, interpretada pela cantora Kelly Key (2003). Observou-se como são produzidas as imagens de homens negros e mulheres brancas e o modo como interagem dialeticamente as opressões de gênero (machismo), de raça (o racismo) e de classe (classismo), nas letras dessas canções. Tanto em uma canção quanto em outra, apresenta-se como necessária a justificação da eleição do amor de um homem negro por uma mulher branca, construindo-se assim uma argumentação que se baseia na cisão corpo racializado e alma (“sem cor”). Ao mesmo tempo em que o homem negro é validado “apesar de sua cor” por virtudes intrínsecas, é também valorizado por sua hipersexualidade

Humanities · Sociology · Arts and Performance Studies · Cultural, Media, and Literary Studies · Philosophy · Urban and sociocultural dynamics

  • Mapping the Margins

    Mary Eaton•Public Nature of Private Violence•2013

  • Mapping the Margins

    Kimberlé Crenshaw, Kimberlé W Crenshaw•Stanford Law Review•1991

Highly citedNo

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