Língua fascista, discurso contraditório
Bibliographic Data
| ID | 22242539 |
|---|---|
| Authors | Lucas Nascimento (0000-0003-4627-8991), Lucas R Nascimento (0000-0002-6792-0819, corresponding author) |
| Year | 2020 |
| Volume | 2 |
| Issue | 2 |
| Pages | 180-197 |
| Publication date | 2020-12-29 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Heterotópica (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2674-7502 • E-ISSN: 2674-7502 |
| Publisher | EDUFU - Editora da Universidade Federal de Uberlandia (PUBLISHER) |
| DOI | 10.14393/htp-v2n2-2020-56642 |
| OpenAlex | W3113503483 |
| Language | PT |
| Citations received | 1 |
| References cited | 2 |
Este trabalho está filiado à Análise do Discurso e aos autores Pêcheux, Foucault, Courtine e Barthes. São enunciados das análises: “Quem quiser vir ao Brasil fazer sexo com mulher, fique à vontade” e “Não podemos ser país do mundo gay, temos família”, afirmações de Jair Messias Bolsonaro, durante café da manhã com jornalistas, em 25 de abril de 2019, em Brasília-DF. Argumentamos em relação à expressão fique à vontade que abre fissuras na imagem da mulher brasileira e a simboliza ao turismo sexual do país. Argumentamos também em relação à contradição do segundo enunciado, situação em que o locutor nega para afirmar. A negação é para a sexualidade do homem homossexual, tendo como funcionamento discursivo a exclusão sexista e a afirmação homofóbica. Portanto, o discurso de Bolsonaro corrobora com o seguinte imaginário sobre o turismo brasileiro: a exploração do corpo da mulher brasileira e a negação da homossexualidade – elementos de uma língua fascista. Palavras-chave: Língua; Discurso; Fascismo; Misoginia; Homofobia
Art · Humanities · Linguistics and Discourse Analysis · Linguistics and Education Research
| Citations per year | 0.5 |
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| Citation span | 2024 - 2024 (1) |
| Highly cited | No |