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Uma reavaliação do Evo-Conservadorismo à Luz da Hipótese da Interdependência

Bibliographic Data

ID22244319
AuthorsJoão Pinheiro (0000-0003-2902-8173, corresponding author)
Year2025
Volume5
Issue1
Pages137-197
Publication date2025-11-07
Open AccessNo
TypeARTICLE
VenueARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2675-6897 • E-ISSN: 2675-6897
PublisherUniversidade Federal do Cariri (PUBLISHER)
DOI10.56837/araripe.2024.v5.n1.1444
OpenAlexW4416203117
LanguagePT

Este ensaio apresenta uma avaliação da crítica evo-conservadora. A versão mais premente da crítica evo-conservadora diz-nos que a evolução humana foi tal que estamos impossibilitados de formar organizações muito inclusivas estáveis ao longo do tempo, de tal forma que estas organizações deveriam ser repudiadas enquanto alternativas viáveis para a realização de ideias e ideais de justiça, de que são exemplo as teorias cosmopolitas da justiça. O ensaio começa por contextualizar historicamente a emergência das críticas evoconservadoras, partindo depois para a identificação da sua versão mais acutilante. Após este primeiro momento, identificam-se várias lacunas nas premissas empíricas dos argumentos evo-conservadores. Brevemente, denota-se que muitas interpretações da evidência poderão estar enviesadas e que de acordo com os próprios pressupostos dos argumentos evoconservadores os fenómenos cosmopolitas vigentes não deveriam ser possíveis. Dadas as possíveis falhas das premissas evo-conservadoras e a necessidade de uma explicação adequada dos fenómenos cosmopolitas vigentes, o ensaio redirecciona o seu foco na procura de uma explicação evolutiva para estes últimos. Tentativamente, sugere-se que talvez possamos encontrar uma explicação para o cosmopolitismo num conjunto de hipóteses acerca da evolução social humana que designamos por “hipótese da interdependência” (em acordo com uma proposta de Tomasello et al. 2012). Esta hipótese diz-nos que a psicologia social humana evoluiu num contexto em que as interacções humanas se vieram deixar caracterizar por interdependência obrigatória. É neste contexto evolutivo que os humanos adquiriram aquilo que poderemos chamar de uma “psicologia de interdependência”, isto é, uma psicologia capaz de avaliar, com alguma fiabilidade, o nosso grau de dependência doutros. É tendo esta hipótese por pano de fundo que podemos depois identificar outras hipóteses, como a do “parentesco” e a do “doce comércio” (entre outras), que discriminam condições específicas nas quais instituições de índole cosmopolita podem ser vantajosas

Agrégation · Presupposition · Evolutionary Game Theory and Cooperation · Innovation, Sustainability, Human-Machine Systems · Social and Economic Solidarity

Highly citedNo

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