Costurar a memória, mas deixar um fio solto
Rosana Paulino e o presente do passado espiralar
Bibliographic Data
| ID | 22412908 |
|---|---|
| Authors | Marina Baltazar Mattos (0000-0003-4657-7609, Universidade Federal de Minas Gerais, corresponding author) |
| Year | 2026 |
| Volume | 31 |
| Issue | 1 |
| Pages | 118-131 |
| Publication date | 2026-06-08 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Caligrama Revista de Estudos Românicos (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0103-2178 • E-ISSN: 2238-3824 |
| Publisher | Universidade Federal de Minas Gerais - Pro-Reitoria de Pesquisa (PUBLISHER) |
| DOI | 10.35699/2317-2096.2026.63154 |
| OpenAlex | W7168365696 |
| Language | PT |
Este artigo procura analisar a obra de Rosana Paulino tendo em vista debates contemporâneos sobre memória e ecologia. A partir do catálogo A costura da memória (2018), em especial das obras que envolvem artes do fio, argumenta-se que a artista opera uma recomposição crítica dos escombros coloniais, costurando – literal e metaforicamente – feridas históricas que permanecem abertas. Sua prática artística evidencia a persistência da violência racial no presente, articulando imagens, procedimentos e arquivos para escancarar silenciamentos, apagamentos e formas de resistências. O texto dialoga com Malcom Ferdinand, Édouard Glissant, Saidiya Hartman e Leda Maria Martins para pensar, respectivamente, a dupla fratura colonial-ecológica, a poética da relação, a jornada atlântica da escravidão e o tempo espiralar. Paulino, ao retomar o Atlântico como ferida e fluxo, remonta um regime de memória que não busca encerrar o passado, mas reinscrevê-lo no corpo e no presente, deixando um fio solto que convoca à reflexão, à responsabilidade e à reconstrução de mundos comuns.
Literal (mathematical logic) · Opera · Work (physics) · Indigenous Studies in Latin America · Memory, Trauma, and Testimony · Urban and sociocultural dynamics
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |