Poéticas do Antropoceno
Reflexões sobre as relações entre o humano e o não humano na poesia de Prisca Agustoni e de Sofia Mariutti
Bibliographic Data
| ID | 22412909 |
|---|---|
| Authors | Mariane Rocha (0000-0002-0126-8063, Instituto Federal Sul-rio-grandense), Ariane Avila Neto De Farias (0000-0002-9828-7980, Instituto Federal Farroupilha), Ânderson Martins Pereira (0000-0003-2667-8891, Instituto Federal Farroupilha) |
| Year | 2026 |
| Volume | 31 |
| Issue | 1 |
| Pages | 28-43 |
| Publication date | 2026-06-08 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Caligrama Revista de Estudos Românicos (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0103-2178 • E-ISSN: 2238-3824 |
| Publisher | Universidade Federal de Minas Gerais - Pro-Reitoria de Pesquisa (PUBLISHER) |
| DOI | 10.35699/2317-2096.2026.63134 |
| OpenAlex | W7168392141 |
| Language | PT |
A poesia brasileira contemporânea tem se mostrado um terreno fértil para a problematização das fronteiras estabelecidas entre o humano e o não humano, especialmente diante das urgências ecológicas do Antropoceno. Este trabalho analisa como os livros Quimera (2025), de Prisca Agustoni, e Abrir a boca da cobra (2023), de Sofia Mariutti, constroem poéticas que tensionam a noção de centralidade do humano ao proporem formas de coexistência marcadas pela vulnerabilidade e pela interdependência entre as espécies. Objetiva-se investigar de que modo os poemas de ambas as autoras revelam uma crítica à lógica antropocêntrica, tanto pela via da aproximação sensível quanto pela da violência e da dissolução dos limites corporais. Para tanto, a pesquisa articula a leitura comparada dos poemas e a reflexão ecocrítica e pós-humana a partir de autores como Donna Haraway (2013), Cary Wolfe (2010), Bruno Latour (2020) e Anna Tsing (2022), que discutem o deslocamento do humano e a emergência de perspectivas pós-antropocêntricas. Os resultados apontam que, ao descentrar a figura humana e expor sua impotência diante das forças naturais, os poemas analisados instauram uma poética em que o afeto, a linguagem e o corpo são redesenhados a partir da convivência e do confronto. Do mesmo modo, reconhece-se que o não humano, nesses poemas, é interpelado a partir da memória, da extinção e da luta pela própria existência e imanência. Assim, as poéticas de Agustoni e Mariutti reafirmam seu papel ético e estético na elaboração das crises ecológicas do presente
Human life · Poetics · Poetry · Subjectivity · Arts and Performance Studies · Indigenous Studies in Latin America · Memory, Trauma, and Testimony
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |