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A mercantilização da escassez

Uma leitura ecocrítica dos desdobramentos distópicos no conto “The Tamarisk Hunter”, de Paolo Bacigalupi

Bibliographic Data

ID22412911
AuthorsMateus Nascimento Rodrigues (0009-0008-6602-0297, Universidade Estadual do Piauí), José Wanderson Lima Torres (0000-0001-6751-6974, Universidade Estadual do Piauí)
Year2026
Volume31
Issue2
Pages40-57
Publication date2026-07-06
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueCaligrama Revista de Estudos Românicos (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0103-2178 • E-ISSN: 2238-3824
PublisherUniversidade Federal de Minas Gerais - Pro-Reitoria de Pesquisa (PUBLISHER)
DOI10.35699/2317-2096.2026.63011
OpenAlexW7168412173
LanguagePT

O presente artigo propõe uma leitura ecocrítica do conto “The Tamarisk Hunter” (2008), de Paolo Bacigalupi, com foco nos elementos distópicos da narrativa que emergem na interseção entre a lógica do capitalismo e a crise ambiental. O objetivo principal é analisar como essa configuração especulativa enseja uma crítica às consequências do modelo de dominação capitalista nas esferas humanas e ecológicas. Para isso, realizamos a investigação através de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e cunho exploratório, fundamentada nos estudos do gênero literário distópico, de reflexões sobre o capitalismo tardio e da teoria ecocrítica, partindo dos pressupostos teóricos de Claeys (2017), Tavares (2024), Moylan (2000), Jameson (1997), Fisher (2020), Garrard (2004), Glotfelty (1996) e Buell (1995). Sob esse entendimento, exploramos as possibilidades de problematizar o modelo de gerenciamento contemporâneo dos recursos naturais por meio da literatura de distopia, entendida aqui como uma projeção temporal precisa daquilo que já vivemos, que, ao imaginar a pior alternativa social possível, nos alerta sobre as contradições e preocupações em desdobramento na nossa configuração social presente (Claeys, 2017). Em relação aos resultados, compreendemos que em “The Tamarisk Hunter”, Bacigalupi articula uma constituição distópica em que a crise ambiental passa a ser mecanismo para perpetuar os níveis estruturais da sociedade, impelindo os sujeitos enredados a condições lamentáveis, ao passo em que a natureza e as possibilidades de existência nela são progressivamente apagadas. Assim, lemos a obra como um exercício reflexivo que, por meio da imaginação distópica, materializa e evidencia a insustentabilidade “naturalizada” do sistema capitalista.

Human science · Praxeology · Subjectivity · Ecocriticism and Environmental Literature · Gothic Literature and Media Analysis · Utopian, Dystopian, and Speculative Fiction

Highly citedNo

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