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Ordinário Transfigurado

Por Uma Teologia Do Milagre

Bibliographic Data

ID22422815
AuthorsTiago De Fraga Gomes (0000-0001-5437-2318), Daniel D’Agnoluzzo Zatti (0000-0002-1110-0256)
Year2026
Volume41
Issue1
Publication date2026-07-18
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Encontros Teológicos (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1415-4471 • E-ISSN: 2525-846X
PublisherREVISTA ENCONTROS TEOLOGICOS (PUBLISHER)
DOI10.46525/ret.v41i1.2021
OpenAlexW7169647879
LanguagePT

O presente artigo ao tratar sobre o tema do ordinário transfigurado, busca contribuir para uma teologia do milagre que forneça uma releitura teológica dos milagres à luz da permanência e do valor do ordinário, dialogando de modo original com a obra de Chesterton e com a tradição teológica clássica e contemporânea. O tema central consiste em compreender o milagre não como ruptura espetacular da ordem do mundo, mas como sinal revelador da presença fiel e contínua de Deus no cotidiano da criação e da história. O problema de pesquisa emerge do contexto cultural contemporâneo, marcado pelo imediatismo, pela busca do extraordinário e pela tendência a reduzir os milagres a resíduos de uma religiosidade pré-crítica ou a meros recursos narrativos. Diante disso, o artigo questiona: como pensar teologicamente os milagres de modo fiel à Revelação cristã e, ao mesmo tempo, significativo para a experiência de fé atual? A hipótese que orienta o estudo sustenta que os milagres, longe de negarem o ordinário, o revelam em sua profundidade sacramental, funcionando como sinais pedagógicos que reacendem o espanto diante de uma criação já sustentada pela graça. O objetivo principal é oferecer uma teologia do milagre capaz de integrar criação, redenção e consumação, articulando tradição patrística, teologia medieval, contribuições do Concílio Vaticano II e reflexões contemporâneas, especialmente a partir de Agostinho, Tomás de Aquino, Rahner, Latourelle e Chesterton. O movimento argumentativo inicia-se com a crítica à compreensão moderna do milagre como exceção arbitrária, avança pela recuperação da visão agostiniana da criação como milagre contínuo, dialoga com a teologia do sinal e da mistagogia em Rahner e Latourelle, e culmina na proposta de uma espiritualidade do enraizamento, iluminada pela sensibilidade chestertoniana. Como resultado, o artigo demonstra que a teologia do milagre oferece importantes implicações espirituais e pastorais, ao educar o olhar da fé para reconhecer a ação discreta de Deus na rotina, fortalecendo uma espiritualidade da permanência, da fidelidade cotidiana e da esperança histórica.

Catholicism and Religious Studies · Religion and Society in Latin America · Religious and Theological Studies

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